Consciência

RECEBA BEM A ENERGIA, ACUMULE-A, POTENCIALIZE-A, DIRECIONE-A E A USE NO SEU ALVO DELIBERADO PARA SENTIR OS RESULTADOS QUE ALMEJA, USUFRUINDO-OS PRAZEROSAMENTE, UTILMENTE E SABIAMENTE! ENVOLVA-SE, VISUALIZE E ACREDITE: REALIZE-SE!

Ame e vibre! O que você tem pra viver a realização de seus sonhos é: você mesmo e o dia. Sim, como nas palavras do saudoso Chico Xavier:

Sempre que amanhece assemelha-se a uma página em branco, na qual gravamos os nossos pensamentos, ações e atitudes. Na essência, cada dia é a preparação de nosso próprio amanhã. (Psicografia de Francisco C. Xavier. Livro: Indicações Do Caminho)

Assim, compreenda que você mesmo é o sujeito ativo de sua história, portanto absolutamente responsável por ela. Você vive pra você e por você. Essa compreensão ainda abrange todo o contexto em que você está inserido, como partícula do Universo, que é, conectado com todos, capaz de criar a sua realidade e reagir à ela, bem como às criações de outros, mantendo um ciclo de estímulos e resultados, criativos, ininterruptos e ascendentes. Isso porquanto todos nós existimos de maneira interligada à rede da vida. Influenciamos e recebemos influência de tudo na medida exata da nossa vibração energética.

Sonhar, com amor, é vibrar. Vibrar é realizar. Entre vibrar (adequadamente) e realizar o almejado existe um ínterim de modulação que se vai conseguindo com o aprendizado das experiências atraídas e vivenciadas pelo sentimento (preponderante) e o empenho da vontade e traduzido pela capacidade consciencial do ser que a tem. Nesse entremeio, substabelece-se enfim a razão como um instrumento moderador. Nada mais do que isso. Por conseguinte, considerando que sentir é atrair, o raciocínio imerso em lucidez deve orientar esse processo, promovendo a harmonia e a expansão, promovendo o fluxo.

O que você tem para externalizar a sua vibração e a sua atração é o hoje, o agora. Há 24 horas para amar (o mais importante), comer, dormir, trabalhar, brincar, evoluir. Por isso, pense nas atitudes que irá tomar durante o dia e as que tomou ao fim dele! Nesse passo, você acontece hoje - lembre-se! Pois, como bem diz um provérbio chinês, o ontem é história, o amanhã é mistério e hoje é uma dádiva, por isso se chama presente.

Sejamos então influentes de nossas vidas de forma consciente! Ganhe tempo tomando atitudes positivas e racionais, amando e brilhando! Aproveitando o melhor que se tem pra viver a cada dia! Com planejamentos e aspirações realizáveis, manifeste sua grandiosidade conseguindo a vitória nas 24 horas que lhe servem. Logo, pense energeticamente e viva você!

sábado, 30 de março de 2013

Para executar projetos

VOCÊ ESTÁ SEGUINDO O SEU CORAÇÃO?

Cersi Machado

Você já pensou sobre quais são os seus sonhos de vida? As pessoas vivem atualmente uma vida de “correria”. Muitas são as preocupações sobre contas a pagar e a receber, sobre as metas a serem cumpridas com a família e com a empresa. Mas será que estamos vivendo, ou sobrevivendo? Infelizmente alguns paradigmas medíocres tomam conta da mente de muitos indivíduos que esquecem que eles podem fazer melhor do que estão fazendo para eles mesmos. Paradigmas do tipo, “vamos empurrando com a barriga”, ou “vai assim mesmo - sempre foi assim, porque fazer melhor?”.

Os piores hábitos do mundo são os seguintes: 
  • acomodação, 
  • normose e 
  • predominância na zona de conforto. 
Quando algum destes hábitos fizer parte de sua vida, simplesmente você desliga o seu potencial cerebral. 

Devemos seguir o nosso coração, estabelecendo objetivos de vida que nos tirem da acomodação e nos coloquem em movimento. Desta forma, desenvolvemos uma vida mais alegre, com mais entusiasmo e energia para encarar os desafios do dia-a-dia. Temos que encontrar motivos que façam a mobilização de nosso potencial interior. Charles Mayes tem uma frase especial que diz: “certifique-se de que por aquilo que você vai viver também vale a pena morrer”.

Lembre-se que a sua vida é composta por diversas áreas: social, financeira, profissional, familiar, emocional, física, espiritual... Em cada área você deve encontrar aquilo que mexe com seu coração para que você tenha um forte significado sobre a sua própria vida. Para concluir, deixo uma metáfora para que você pense se você está seguindo o seu coração. Repense seus sonhos e coloque-os nos seus planos de ações diárias, porque assim você estará fazendo de seu cotidiano momentos de prazer e alegria, e não de momentos estressantes e infelizes.
Um velho peregrino estava a caminho das montanhas do Himalaia, no cortante frio do inverno, quando começou a nevar. Disse-lhe o dono de uma hospedaria:
- Como conseguirá chegar lá com este tempo, meu bom homem?
O velho respondeu alegremente:
- Meu coração chegou lá primeiro...Desse modo, é fácil, para o resto de mim, seguí-lo.

Fonte: http://www.sbneurociencia.com.br/cersimachado/artigo2.htm

sexta-feira, 29 de março de 2013

Sobre a vontade

Iveraldo Amboni Filho

Conceito de vontade:
A vontade é conceituada como sendo a capacidade de associar o "livre arbítrio e o determinismo". O próprio indivíduo tem a opção de escolher se faz ou não faz determinado ato, julgando, avaliando sugerindo e opinando sobre suas próprias ações; a resolução depende só da vontade própria. Os atos podem ser decorrentes de vontade ou de impulsos ou de instintos. Os atos da vontade ocorrem com representações conscientes do fim, com conhecimentos dos meios e das conseqüências.

Impulsos X Vontade:
Os impulsos são atos sem conteúdo e sem direção, aparecem subitamente e geralmente com conseqüências danosas. O indivíduo se entrega de maneira passiva e cega, ignorando o objetivo. São exemplos de impulsos patológicos: piromania, toxicofilia e cleptomania.

Afetações sobre a vontade:
Hiperbulia: é o aumento dos desejos. Segundo Jaspers: é um sentimento gigantesco de força; o pensamento possui força e clareza extraordinárias.
Hipobulia: é a diminuição dos desejos; há um sentimento de passividade e abandono; falta a transformação do impulso volitivo em ação. O indivíduo não tem vontade nem de pensar.
Negativismo: o indivíduo tem uma resistência, sem motivo, contra qualquer tipo de impulso, ideia ou ato motor. Existem 2 tipos de negativismo: o passivo, onde o indivíduo se abstém de realizar qualquer ato, e o ativo, onde o indivíduo realiza sempre o oposto do que lhe é pedido.
Fenômenos em eco: nesse caso a vontade encontra dificuldade em estabelecer limites e critérios. Há uma espécie de círculo vicioso onde, a partir do momento em que a vontade leva a uma ação, essa ação se torna repetitiva, sem motivo de assim o ser. São exemplos de fenômenos em eco: ecopraxia (repetição de atos complexos), ecomimia (repetição dos próprios atos) e ecolalia (repetição de sons ou falas).
Obediência Automática: o paciente realiza de forma passiva e imediata as ordens que lhe são comunicadas, e nesse caso a vontade carece de independência e autonomia, e a vontade do paciente é dependente da vontade alheia.

Fonte: http://www.ccs.ufsc.br/psiquiatria/981-05.html

quinta-feira, 28 de março de 2013

As qualidades da alma

Partindo da idéia de felicidade de Aristóteles (eudaimonia), a Psicologia Positiva acredita na felicidade como resultado de uma vida virtuosa. A partir desse princípio, os pesquisadores estudaram vários códigos de conduta da cultura oriental e ocidental, tais como bíblia, alcorão etc., procurando virtudes comuns a todos eles. Chegaram, assim, a seis virtudes:

  1. sabedoria, 
  2. coragem,
  3. amor,
  4. justiça,
  5. moderação e 
  6. transcendência. 

O próximo passo surgiu do questionamento: Quais as características que um ser humano deveria ter para conquistar tais virtudes? Os pesquisadores chegaram, assim, a 24 características, as quais chamaram de forças pessoais. Nesse sentido, as forças pessoais são:

  • Gratidão
  • Bravura e Valor
  • Justiça e Eqüidade
  • Humor e Alegria
  • Liderança
  • Perdão
  • Bondade e Generosidade
  • Cidadania e Trabalho em Equipe
  • Entusiasmo e Energia
  • Criatividade e Originalidade
  • Curiosidade
  • Espiritualidade e Senso de Propósito
  • Apreciação da Beleza e da Excelência
  • Capacidade de Amar e Ser Amado
  • Modéstia e Humildade
  • Esperança e Otimismo
  • Amor pelo Conhecimento
  • Integridade, Honestidade e Autenticidade
  • Perspectiva e Sabedoria
  • Prudência e Cautela
  • Julgamento e Pensamento Crítico
  • Diligência e Perseverança
  • Auto-Controle e Auto-Regulação

  • <http://www.psicologiapositiva.com.br/forcas_pesssoais/forcas_pessoais.php>

    terça-feira, 26 de março de 2013

    Como aceitar as mudanças sem sofrimento

    Apesar da impermanência ser um dos aspectos mais positivos da vida, por que sofremos tanto com as mudanças? O budismo chama esse sentimento de sofrimento de mudança.

    Sabemos, por experiência, que tudo o que fica parado, apodrece, e que ausência de movimento é sinal de morte. Nosso corpo físico, quando morremos, paralisa e endurece pela falta de movimento e pulsação. A vida é caracterizada pelo movimento, portanto, a permanência das coisas é sinal de não vida.

    Pulsar é viver em constante movimento, em constante atividade. Vida é transformação constante, não existe maneira de mudar essa lei. De nada adianta querermos impor a perpetuação, a imutabilidade das coisas. Nada é permanente, tudo é passageiro. Enquanto não aceitarmos essa irrevogabilidade, não conseguiremos encontrar a felicidade. O apego às coisas, à rotina e às pessoas que passam por nós nos impede de abrir espaços para o novo.

    Muitas vezes, mesmo em meio à dor e insatisfação, gostaríamos de permanecer atrelados ao passado, mantendo as mesmas queixas e lamentações que impedem nosso crescimento e avanço. Quando algo começa a incomodar, a crise começa a se instalar.

    Nesse momento, o melhor que podemos fazer é um balanço consciente do que está errado, do que não funciona mais como antes, e, com coragem e determinação, promover consciente e objetivamente a própria mudança, antes que a vida, a providência divina, nosso inconsciente ou destino, se encarregue de fazer essa mudança por nós.

    Infelizmente, existem algumas pessoas que se recusam a mudar e preferem ficar atreladas ao passado, cultivando emoções muitas vezes sofridas ou ocasionadas por situações que, obsessivamente se recusam a deixar passar, ir embora. Devemos aprender com os budistas: contemplar a transitoriedade, aceitar a inevitabilidade.

    Quando aceitamos essa realidade e ficamos atentos à inevitabilidade das mudanças, conseguimos relaxar, pois deixamos de lado o controle, entramos em sintonia com a energia da fé e da continuidade natural do fluxo vivo e pulsante deste Universo.

    Precisamos reaprender o uso de nossa mente, ou seja, precisamos exercitá-la, assim como exercitamos nossos músculos. Se colocarmos nosso olhar na direção das novas descobertas da física quântica, encontraremos alguns conceitos interessantes. O primeiro deles é que, a partir de muitas e muitas experiências, os físicos descobriram que em nosso processo mental nosso cérebro cria inúmeras possibilidades de acontecimentos.

    No entanto, é o olho do observador quem vai discriminar e colocar em movimento a energia da manifestação de um determinado acontecimento. No ato da observação, a consciência não só transforma a onda de possibilidade do objeto observado, como também a onda de possibilidade do cérebro. Ou seja, a observação consciente faz com que um determinado evento se manifeste, dentre inúmeros possíveis eventos.

    Esse focalizar faz com que a possibilidade se torne realidade. É preciso a interferência da consciência para reduzir inúmeras possibilidades a uma única realidade, o que é feito através do exercício da liberdade de escolha e da recuperação de nosso poder.

    A nova era é indiscutivelmente a era da consciência, que é a base da existência. O ceticismo e a baixa auto estima, por exemplo, que se unem naturalmente à falta de fé são impedidores da manifestação quântica. Eles bloqueiam o processo natural de manifestação, interferindo diretamente na intenção consciente do observador.

    A consciência deve ser plena, pois ela é tudo no processo de manifestação. Sem ela nada é manifestado. Precisamos aprender, e isso fazemos através da consciência de nossos processos mais profundos, a nos libertar do ego inferior, ou seja, de pensamentos/sentimentos de menos valia, baixa auto estima e inferioridade. Todos somos merecedores de receber da vida o melhor que ela pode nos oferecer e isso depende muito de você!

    Quer saber mais sobre o trabalho de Eunice Ferrari, ou entrar em contato com ela, clique aqui.


    Eunice Ferrari

    http://vidaeestilo.terra.com.br/esoterico/interna/0,,OI5191149-EI14321,00-Esoterica+explica+como+aceitar+as+mudancas+sem+sofrimento.html

    segunda-feira, 25 de março de 2013

    A diferença entre tarefa e atividade

    Trabalho: tarefa e atividade

    Uma dúvida que sempre aparece para os trabalhadores é a diferença entre sua função e sua atividade de trabalho. Parece pouca coisa, mas existe uma enorme diferença entre essas duas coisas.
    Em ergonomia definimos a função ou a tarefa para a qual o empregado foi contratado como sendo o trabalho prescrito, ou seja, aquilo que a empresa descreve como sendo o trabalho que ele deve fazer.
    Assim, um operador de máquinas multifuncional tem como função o trabalho de operar máquinas de alguns tipos, um torneiro CNC opera tornos de controle numérico, um estoquista faz controle de estoques, apontamentos recebimento e entrega de materiais, e assim por diante. Desta forma, a tarefa ou trabalho prescrito são apenas uma indicação documental do que o trabalhador deve fazer.
    A atividade de trabalho é uma coisa totalmente diferente. É exatamente o que o trabalhador realiza no dia a dia. É também chamada de trabalho real, ou seja, aquilo que realmente o trabalhador faz para cumprir as obrigações prescritas na tarefa.
    Portanto, aí já se nota que a tarefa é algo coletivo. Várias pessoas podem ser contratadas para a mesma função. Por exemplo, um auxiliar administrativo ou operador de máquinas terem a mesma tarefa.
    A atividade, por sua vez, é individual porque diz respeito àquilo que cada trabalhador realiza na realidade. Isso implica, em primeiro lugar, na interação entre as características físicas, mentais e psicológicas do trabalhador com o seu trabalho, envolvendo aí coisas como as ferramentas, os meios tecnológicos, o ambiente de trabalho, a organização e a gestão. Significa, portanto, que uma mesma tarefa de operação de máquinas pode se mostrar como atividades diferentes.
    Para se conhecer a atividade, ou seja, o trabalho real que um trabalhador faz, não basta ler a descrição da tarefa no Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) ou nos documentos do departamento de RH. É preciso conhecer e responder as seguintes questões: quem faz aquele trabalho, onde, quando, com que, com quem, como e durante quanto tempo. Fica claro, então, que a saúde e a segurança dos trabalhadores são determinadas não pela tarefa, mas pela atividade.
    Para a empresa, a tarefa pressupõe a existência de um trabalhador médio, com características físicas mentais e conhecimentos estáveis e padronizados e trabalhando em condições também estáveis e sem intercorrências, como se fosse uma experiência de laboratório, onde tudo pode ser previsto e controlado.
    Para nós, esse trabalhador médio não existe na vida real e essas condições de laboratórios não são possíveis nos meios produtivos. Entender o trabalho e suas conseqüências para a saúde implica em conhecer as atividades. Assim, o PPP não pode ser válido quando se trata de estabelecer nexo entre as doenças e o trabalho.

    Departamento de Saúde e Meio Ambiente

    domingo, 24 de março de 2013

    Posicionando-se bem com Rubens Alves

    Rubem Alves é uma grande personalidade brasileira, nascido em 15 de setembro de 1933, psicanalista, educador, teólogo e escritor que publica livros e artigos abordando temas religiosos, educacionais e existenciais, além de uma série de livros infantis.

    sábado, 23 de março de 2013

    PACIFICAÇÃO INTIMA

    Regina Neves, voluntária do INTERCAMPI em Recife

    conscienciologia@intercampi.org

    Pacificação íntima é o estado de serenidade em que a consciência expressa equilíbrio entre os pensamentos, sentimentos e as ações, transmitindo harmonia e tranquilidade.

    A autora percebe que uma forma de atingir a pacificação intima é através da desrepressão de sentimentos e ideias, reprimidas por insegurança ou medo da reação dos outros. Por esse motivo, a consciência nega as suas reais necessidades e adota as imposições da sociedade. Nesse contexto, mudará sua forma de agir para se adaptar ao fluxo do meio onde nasceu. Com o tempo terá dificuldade em identificar quem é realmente, e o que veio fazer neste mundo. A dissociação entre seus verdadeiros objetivos e o que foi incorporado na vida em sociedade provocará incoerência entre os pensamentos íntimos e as ações, reforçando a repressão e o emocionalismo. Estas emoções reprimidas podem provocar inquietação, insatisfação, apatia e em alguns casos depressão.

    Como é possível reverter essa realidade e implementar estratégias para alcançar a pacificação íntima?

    A Conscienciologia, ciência que estuda a consciência de forma integral, ressalta que a partir do estudo e da autopesquisa pode-se descortinar uma visão diferente sobre a própria existência, proporcionando condições para pensar e agir de forma distinta do usual. Assim sendo, as pessoas que apresentam essas características podem identificar comportamentos reprimidos que provocam dissociação entre o que é pensado e expressado, e a reciclagem pessoal ser um dos caminhos para se alcançar a pacificação íntima.

    As seguintes posturas podem auxiliar na realização da autopesquisa para a identificação de traços pessoais que precisam ser reciclados, com vistas à obtenção da harmonia íntima:

    • Incômodos. Verificar por que ações imaturas do colega, cônjuge e filhos irritam, incomodam.
    • Reeducação. Empenhar-se na reeducação de posturas agressivas que foram reprimidas sem terem sido compreendidas de forma racional. A consciência sentirá prazer em estar com ela mesma e esse bem-estar será transmitido para os ambientes.
    • Pensenes. Estar atenta à qualidade dos pensamentos, sentimentos e energias – pensenes – emitidos no dia a dia para identificar e analisar os pensamentos e/ou sentimentos predominantes.
    • Observação. Observar que as palavras e frases utilizadas em um texto ou de forma oral auxiliam na compreensão do modo de ser. Quais são as palavras que mais repito no dia a dia? 
    Explosão, imposição, conquista, controle são palavras que provocam ou incitam a agressividade, enquanto palavras como tranquilidade, amizade, superação, harmonia expressam uma energia pacifista. No livro Homo sapiens pacificus (Vieira, Waldo, Foz do Iguaçu; CEAEC, 2007), o autor observa que os provérbios bélicos propagam mensagem em defesa da guerra e a manutenção dos conflitos interconscienciais, enquanto que os provérbios antibelicistas podem inspirar ideias pacifistas, sadias. Tais provérbios, quando repetidos em um momento de crise, podem auxiliar na condição de acalmia íntima da pessoa.

    • Assistência. Perceber que na tarefa do esclarecimento, mais importante do que se mostrar assistencial é ser assistencial. Quanto mais verdadeira for consigo mesma, mais tranquilidade e harmonia transmitirá para os outros.
    Para auxiliar a promover a pacificação íntima, a Conscienciologia tem como um dos projetos a construção do primeiro laboratório de autopesquisa sobre a paz no Campus do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, em Saquarema, no estado do Rio de Janeiro.

    A equipe interessada no projeto percebeu que para dar início à construção era necessário o desenvolvimento individual da autopesquisa com o objetivo de melhor se conhecer, e a partir das reciclagens individuais ocorreria a mudança do grupo. Essa reciclagem grupal seria necessária para a construção do laboratório da paz.

    Passeatas e movimentos sobre a paz são cada vez mais frequentes. Mas para conseguir a paz coletiva é necessário que cada pessoa perceba a necessidade da mudança individual de respeito por si e pelas outras pessoas, para depois expandir para o amadurecimento grupal e repercutir nos ambientes.

    A pacificação íntima é um processo gradual, cuja manutenção depende da qualidade dos pensenes emitidos nas relações intra e interconscienciais. Para sustentar essa condição de harmonia, o principal desafio é manter a calma, a tranquilidade e a compreensão ao lidar com os diferentes tipos de consciências. Assim, é fundamental compreender a forma de ser de cada pessoa e os posicionamentos contrários, sem preconceitos, mas explicitando suas dúvidas, questionamentos e realizando críticas construtivas.

    A pacificação íntima começa pelo investimento individual no autoconhecimento, se consolida com as autossuperações dos conflitos intra e interpessoais e reverbera nos ambientes e nos grupos. Dessa forma, a vivência do estado de pacificação íntima é uma meta a ser alcançada no caminho autoevolutivo.

    Fonte: http://intercampi.org/

    sexta-feira, 22 de março de 2013

    As dez coisas que nós acreditamos que nos farão felizes, porém não fazem


    "As dez coisas que nós acreditamos que nos farão felizes, porém não fazem" é um texto do famoso monge budista francês Matthieu Ricard – que, para quem não se lembra, já foi apresentado como “o homem mais feliz do mundo” e já foi palestrante do TED sobre felicidade. Se a gente olhar bem e for sincero, vamos perceber que todos buscamos algo que está nessa lista, estamos perseguindo algo que fatidicamente não nos tornará feliz – e muitos de nós estamos atrás de mais de um dos itens (e é um pouco assombroso pensarmos que podem existir pessoas perseguindo todos esses itens).

    PhD em Genética Molecular no Instituto Pasteur, Matthieu Ricard não se dedica mais à vida acadêmica, é hoje tradutor francês do XIV Dalai Lama, membro do Mind & Life Institute, dedicado a pesquisas para a compreensão científica da mente, e é o principal coordenador da Associação Karuna-Shechen, dedicada à educação e serviços de cuidado para as pessoas mais velhas.

    As dez coisas que nós acreditamos que nos farão felizes, mas que não fazem, segundo Matthieu Ricard, são:
    1. Ser rico, poderoso e famoso.
    2. Tratar o universo como se fosse um catálogo de pedidos para os nossos caprichos e desejos
    3. Desejar a “liberdade” para fazer tudo o que vem à mente. (Isto não é ser livre, mas escravos de nossos pensamentos).
    4. Buscar constantemente nossas sensações prazerosas, uma após a outra. (as sensações de prazer rapidamente se desfazem e se tornam até chatas ou desconfortáveis).
    5. Querer nos vingar de forma maldosa de qualquer pessoa que tenha nos ferido. (ao fazer isso nós nos tornamos tão ruins quanto eles, e envenenamos nossas mentes).
    6. “Se eu tivesse tudo, certamente ficaria feliz”, ou “Se eu tiver isto ou aquilo, eu posso ser feliz.” (tais previsões não são geralmente corretas).
    7. Querer sempre ser lisonjeado e nunca enfrentar qualquer tipo de crítica. (o que não nos ajudará a progredir).
    8. Eliminar todos os seus inimigos. (A animosidade nunca nos trará a felicidade).
    9. Nunca enfrentar as adversidades. (Isto nos faz fracos e vulneráveis).
    10. Enfocar os nossos esforços em apenas cuidar de nós mesmos. (o amor altruísta e compaixão são as raízes da verdadeira felicidade).

    quinta-feira, 21 de março de 2013

    quarta-feira, 20 de março de 2013

    Técnicas de respiração



    Relaxar ou energizar nosso corpo através de técnicas e mãos de profissionais pode ser fácil. Mas, e sozinha, é possível? Os exercícios de respiração podem ajudar muito nessa tarefa e os resultados podem ser surpreendentes. Abaixo, listamos passo-a-passo, quatro exercícios simples de respiração para preencher nosso corpo de energia e livrar o corpo de tensão recomendados por Leda Franklin, treinadora e mundialmente renomada.

    Energização

    Esta respiração estimula o centro de energia do nosso corpo, que está localizado, mais menos, quatro dedos abaixo do umbigo. Tão poderosa é essa técnica que consegue correr todo o corpo, como uma corrente de água fervente, enchendo-a com energia:

    1. colocar a língua contra o palato
    2. colocar as duas mãos, no centro do corpo (cerca de quatro dedos abaixo do umbigo)
    3. não pensar em respirar, mas sentir que respira pelo nariz, começando lentamente e trabalhar até a velocidade para a taxa máxima que pode controlar gradualmente
    4. inalação acontece automaticamente

    Duração: idealmente executar esta respiração por 3-5 minutos.

    Horas: A melhor hora para fazer isso é na parte da manhã para começar o dia, ou sempre que você sentir que precisa de energia extra.

    Posição: sentado em uma cadeira.

    Detox

    É muito simples. Você apenas tem que imaginar que ele vai fazer simular o som de um trem:

    1. inspirar pelo nariz e expirar pela boca
    2. depois inspirar pelo nariz e expirar pelo nariz
    3. inspirar pelo nariz e expire pela boca novamente

    Duração: Esta seqüência deve tentar fazer continuamente por 5 a 10 minutos.

    Horas: praticar esta técnica é ideal pela manhã. O corpo passou toda a noite por um processo de desintoxicação e essa respiração ajuda a finalizar esse processo.

    Posição: a melhor posição é sentado, bem como o corpo está acordado e pronto para começar o dia.

    Relaxante

    Chamada de ‘Snoring Breath’ (respiração como ronco), baixa os níveis de estresse, fadiga e ansiedade:

    1. manter a boca fechada
    2. você só tem que simular um ronco através de seu nariz, inalando tanto quanto você exale

    Duração: deve-se tentar manter este ronco através do nariz por 3 a 5 minutos.

    Horário de Funcionamento: a qualquer momento que você precisa de calma e relaxamento ou dormindo. É ideal para pessoas com insônia.

    Posição: varia de acordo do uso que você queira dar. Se você deseja usar para relaxar o corpo e a mente mas, em seguida, continuar com o que o dia, o ideal é fazer sentar com a coluna relaxada. E se você quiser relaxar completamente ou cair no sono, é melhor fazê-lo deitado.

    Para meditar

    Esta respiração chamada ‘Ongg Breath’ serve para começar a meditação. Quando se esta mais avançado, o ideal é realizar após 5 minutos de respiração relaxada.

    1. Começar a fazer som Ongg na parte de trás da garganta
    2. Levantando a voz, para ouvir e gradualmente ficando mais fraco e silencioso
    3. É importante que este som seja feito durante a inalação e exalação durante todo tempo, sem parar

    Duração: de 3 a 5 minutos.

    Tempo: pode ser feito a qualquer hora do dia, quando você sentir vontade de meditar. Outra boa ideia é a de realizar esta técnica depois de desintoxicação de respiração, na parte da manhã, uma vez que a mistura das duas prepara o corpo para iniciar o dia com um corpo e mente limpos, com energia e em ligação com o interior.

    Posição: O ideal é sentar com a coluna reta, porque que a energia flui e circula livremente no corpo.

    Fonte: LF

    terça-feira, 19 de março de 2013

    Paradigmas


    Paradigma Consciencial
    O Paradigma ConsciencialHolísticoConscienciolístico ou  Conscienciológico reconhece, pelo processo de auto lucidez e experiência pessoal (ampla capacidade de percepção e parapercepção), a condição consciencial ou espiritual do ser, ou seja, a sua pluriexistencialidade (muitas existências fora e dentro do corpo físico),multidensidade (muitos densidades energéticas e níveis existenciais), multicorporeidade (muitos corpos, em mesma consciência ou espírito: holossoma) e o seu processo evolutivo ad infinitum. Em suma, o Paradigma Consciencial pressupõe que o ser humano (entre outros seres) é muito mais que um corpo físico: é uma consciência que só agora começa a despertar, a tomar ciência de sua própria existência e finalidade, de onde vem, onde está e aonde vai em termos existenciais e evolutivos. Trata-se de paradigma supra institucional.
    Tal paradigma sabe que o futuro é uma onda bioenergética de probabilidades (karma negativo ponderado com o livre arbítrio) e que o pensene (pensamento +sentimento + energias) de boa qualidade é mais poderoso que o de má qualidade. Aceita a Cosmoética como Lei natural do multiverso e compreende que o processo tetradimensional (prisão no espaço-tempo) é transitório, etapa evolutiva a ser conquistada através do aprendizado do amor fraterno e assistencial, ao longo da roda reencarnatória (sansara).
    Dos três paradigmas, revela-se o mais “evoluído” e reconhece que o conhecimento é relativo do ponto de vista do observador, ou melhor, sob o prisma do nível de consciência do mesmo. Assim cada um de nós acredita (convicção íntima, consciente ou inconsciente, admitida publicamente ou mantida oculta) que porta o melhor conhecimento (Dialética), que possui a melhor conduta e que domina a verdade de forma absoluta (ou relativa), até começar a enxergar o ego de forma mais ampla, ponderada, universalista e inteligente, melhorando o processo de autocrítica e auto lucidez (Exlética).
    O indicado paradigma já existe há muitos séculos, vide os livros mais ricos e profundos da humanidade e multimilenares: os Vedas da Índia (5000 / 8000 anos a. C.). No Ocidente, alguns desses conceitos foram trazidos pela Teosofia e Kardec, desenvolvidos e sustentados até hoje pelo espiritismo. A partir dessas correntes surgiram outras linhas de pensamento, que apresentam o Paradigma Consciencial como se fosse originários dela. Esta atitude neoreligiosa, apenas deseja arrogar para si o mérito de outras consciências muito antigas e mais evoluídas que nós e que talvez neste momento estejam no auge de seu curso intermissivo em colônias extrafísicas avançadas, já sabendo tudo que lemos, ouvimos e escrevemos, aguardando o momento de sua próxima encarnação a fim de realizar seus projetos reencarnatórios (dharma ou missão espiritual).

    Paradigmas Futuros
    Os Paradigmas mais sutis, ainda muito distantes do horizonte de percepção da humanidade terrestre, concerne à evolução do concreto para o abstrato, do densopara o sutil, da matéria para a energia, do sectarismo para o universalismo, do institucional para o livre pensar. Utilizará linguagem não-linear, não-sequencial, transmental e muitos símbolos e poderosas metáforas para transcender a matéria e os sentidos ordinários do dia-a-dia, cujos espíritos superiores, que habitam o limiar do plano astral com o plano mental (e acima) se valem para sua comunicação. É o modo de abordagem consciencial dos Vedas[1], os quatro principais livros de sabedoria da Índia e do planeta Terra com a natural e mais plena potencialidade intuitiva do ser humano.

    Mudança de Paradigma
    Todo paradigma consumado oferece um patamar sólido por onde toda humanidade pode caminhar com certa tranquilidade, durante determinada etapa evolutiva. Toda mudança de paradigma causa polêmica, discussão e, principalmente, o medo do novo (neofobia). A Psicologia sabe que o medo faz parte da natureza humana e que qualquer nova perspectiva gera temor do porvir, instigando o instinto de autopreservação e de defesa do status quo.
    Vencida a etapa de transição entre o paradigma consolidado e seu sucessor, estabelece-se nova calmaria, que não, necessariamente, invalida o precedente ou legitima o atual.
    O paradigma, seja qual for, sustenta sistema complexo de sobrevivência de atores sociais e aparelhos ideológicos de alta influência. Estes estão espalhados na esfera das relações interpessoais permeando o ambiente familiar, profissional e social, no âmbito público e privado, cujos agentes abrangem não apenas os espíritos reencarnados e suas respectivas companhias extrafísicas (laços de afinidade, de acordo com os pensamentos e sentimentos dos reencarnados), como também as pessoas jurídicas existentes naquele determinado espaço e momento evolutivo terrestre – empresas (por exemplo, no campo dos serviços, da indústria e do comércio), entidades privadas sem fins lucrativos (associações, fundações, organizações da sociedade civil de interesse público), órgãos e entidades do Poder Público.
    O paradigma molda todos os aspectos da vida em sociedade, incluindo-se a forma como a coletividade enxerga (e se posiciona perante) as ciências, artes, religiões e filosofias, as ideologias de cunho político, jurídico, social e econômico, os modismos culturais, as tendências comportamentais, os valores e interesses, as transformações por que passa a natureza e a humanidade sob prisma dos contextos intrafísico (social) e extrafísico (parasocial).
    O advento e a perspectiva de novo paradigma entusiasma os visionários, ao mesmo tempo em que assusta a maioria da humanidade, cuja mentalidade cristalizada se vê ameaçada ante o declínio de verdades e preconceitos, que alicerçam relações interpessoais, usos e costumes, normas e procedimentos, muitas vezes voltados à manutenção do modo de produção vigente e de interesses dogmáticos, financeiros, econômicos e empresariais.
    O ser humano prefere travar a mudança a ele próprio mudar e acompanhar a evolução de um paradigma, pois é uma atitude mais cômoda. Novas readequações exigem esforço, estudo e trabalho em torno da reciclagem individual e coletiva, requerendo novas habilidades comportamentais e sobriedade (humildade e lucidez) quanto às limitações a sobrepujar.
    O interessante é que o paradigma não é externo à nossa individualidade, mas inerente à nossa consciência. Uma mudança de paradigma não é senão uma abertura ou elevação do nível de consciência, pois é uma mudança numa interpretação ou ponto de vista. Quando Einstein desenvolveu a Teoria da Relatividade, obteve muita resistência no meio científico, que só o entendeu vinte anos mais tarde. Hoje ela é corriqueiramente aceita e já existem alguns físicos visionários que associam a Física Quântica a eventos paranormais.
    O que os Vedas (quatro principais livros de sabedoria da cultura hindu) propõem e tem sido disseminado no Ocidente por meio de adaptações realizadas no âmbito da Teosofia, doutrina Espírita, Conscienciologia e de diversas escolas conhecidas, a exemplo da Gnose e da Rosacruz, é o Paradigma Consciencial, uma nova elevação no nível de consciência coletivo ocidental a se iniciar, como sempre, na condição de minoria. Porém, devemos manter a lucidez e a maturidade de saber ponderar e discernir quanto à onda de misticismo incauto que assola na atualidade o Ocidente, a surfar nas ondas da New Age.
    Os fenômenos paranormais há muito vêm incomodando os cientistas questionadores e corajosos, cuja quantidade, com o passar do tempo, têm aumentado e se tornado mais comum, visível, contundente e incomodadora. Religiosos fanáticos tentam criar conceitos e justificativas mistificadoras e dogmáticas. Muitos cientistas não acreditam na veracidade de tais fatos, achando que tudo é fraude, enquanto poucos os averiguam com parcimônia e isenção.
    Cada paradigma sucessor contém seu anterior, ou seja, todo paradigma “atual” estará contido em seu posterior, aperfeiçoando e complementando aquele. É como uma bolha dentro de outra. Por isso, é impossível “perfurar” ou transcender a bolha mais externa, sem antes transcender ou superar a mais interna.


    [1] Tanto o Oriente quanto o Ocidente em toda sua história, em todas as linhas de pensamento (inclusive nas ciências e neociências) estão carregados de folclore, misticismo e religiosidade apaixonada. É preciso manter o filtro do discernimento consciencial para interpretar a sabedoria embutida em tais contextos.
    Fonte: http://www.consciencial.org/index.php/blogdalton/122-ciencia-espiritualidade/422-paradigma-consciencial-paradigmas-futuros

    segunda-feira, 18 de março de 2013

    Na Pratica como usar as Energias do Chakras?


    Registros AKÁSHICOS sobre a Cura

    Como posso usar os Chacras para me alinhar melhor comigo mesmo e ter mais auto-estima?

    Para aqueles que trabalham com os Chacras, o melhor modo de usá-los para facilitar a auto-estima é amar cada um dos Chacras. O sistema de Chacras é apenas um modelo que descreve todas as maneiras diferentes em que a energia humana é ativada. Todos os seres humanos possuem Chacras, mas eles não são os únicos pontos de energia do campo do seu corpo. Se você está trabalhando com Chacras, repare como o modelo humano para os Chacras descreve cada um deles como tendo significado individual e um tipo individual de energia e movimento. Então, ao ler sobre Chacras e se sintonizar com a energia dos seus próprios Chacras, é provável que você descubra que tem preferências. Talvez se sinta um pouco culpado em relação aos seus Chacras superiores, pensando que eles deveriam estar mais abertos do que estão. Muitas vezes, sem sequer se aperceber disso, você impõe os julgamentos que tem a respeito de si mesmo à sua definição de Chacras ou ao relacionamento com o conceito de Chacras.

    A primeira coisa a fazer em relação ao seu sistema de Chacras é analisar cada um deles e como você o ama pelo que ele representa, pela energia que ele mantém e movimenta. Encontre um modo de amar o fato de que um dos seus Chacras esteve fechado por muito tempo. Considere esse bloqueio não como uma coisa errada em você, mas como um brilhante mecanismo de sobrevivência que o campo energético do seu corpo estabeleceu há muito tempo para proteger você. Reflita sobre a beleza de como os seus Chacras podem formar bloqueios que num instante conseguem protegê-lo de um trauma devastador e de como eles são suficientemente flexíveis para se reabrirem quando você está pronto, no seu próprio tempo. Ao amar cada Chacra e ser grato à capacidade que ele tem de se fechar e se abrir de acordo com as suas necessidades momentâneas, você fica mais apto a aceitar a sua própria história e a abraçar carinhosamente os modos com que sobreviveu à sua história, e a acolher a linda versão de si mesmo, incluindo as falhas e bloqueios que você está trazendo para o momento atual. A partir dessa perspectiva de carinho, compreensão e gratidão, você consegue encontrar muito mais flexibilidade no seu sistema de Chacras. Será muito mais fácil abri-los. O primeiro e melhor modo de trabalhar com seus Chacras é encontrar o seu amor por si mesmo através de cada um deles.

    A segunda coisa é lembrar que seus Chacras estão sempre dançando. Eles brilham como luzes, eles abrem e fecham, eles cintilam e diminuem a luz, e fazem tudo isso de acordo com o que você necessita a cada momento. Muitas vezes pode ser bem fácil imaginar que o melhor é que seus Chacras estejam abertos o tempo todo; que isto seria a coisa mais Iluminada que você poderia fazer. Mas, na verdade, enquanto você for um ser humano, vai encontrar situações, pessoas e lembranças que são difíceis. Seus Chacras são incrivelmente sábios; eles são flexíveis. Isto quer dizer, que eles podem reagir a cada momento. Cada um dos seus Chacras pode se fechar e se abrir de novo, mais tarde, quando você estiver pronto. Essa capacidade que eles têm de dançar uns com os outros é que lhe proporciona a capacidade de mudar sua energia de acordo com o que o momento está pedindo.

    Não se prenda ao modelo de desempenho que lhe diz que é bom ter todos os seus Chacras abertos e é ruim ter bloqueios em qualquer um deles. Em vez disso, perceba como a abertura e fechamento deles frequentemente lhe oferecem a flexibilidade para ser exatamente o que você precisa ser a cada momento. Isto lhe oferece uma ampla gama de ferramentas energéticas para ajudá-lo a reagir ao seu ambiente e se manter centrado na sua energia, porque você pode ajustar os seus Chacras. Considere a possibilidade de confiar nos seus Chacras em vez de lutar contra eles e tentar forçá-los a se abrirem. Esta confiança e interação é que vão ajudá-lo a abri-los mais tarde e utilizá-los para seu melhor proveito.

    Existem determinadas orações, músicas, cristais, ervas ou essências florais que podem me ajudar a obter auto-estima?

    Sim, incontáveis! E existem também outros tipos de ferramentas que o ajudarão a sintonizar-se com a auto-estima. Os Guardiões dos Registros Akáshicos já deram vários exemplos disso em leituras e canalizações anteriores. Por ora vamos lhe dar um exemplo para cada um dos itens que você pediu. Primeiro, existem certas orações que o ajudarão a sintonizar-se com a auto-estima. Um exemplo bem conhecido é a Oração de São Francisco. Ela ativa as partes do seu ser onde o amor reside. Ao meditar com essa oração, você se transforma no seu melhor eu e inevitavelmente isto quer dizer que fica apaixonado por si mesmo.

    Em relação à música, considere que todas as músicas pendem para um dos dois lados de uma cerca metafórica. Todas as músicas ou perpetuam mais amor do que medo, ou mais medo do que amor. Não existe meio-termo. A primeira forma de se trabalhar com música, em relação à auto-estima, é perguntar a si mesmo, sempre que ouvir qualquer peça musical:- “Sinto mais medo, mais tensão? Sinto-me mais irritado, mais incerto, mais dissonante, enquanto ouço isto? Ou me sinto mais calmo, mais centrado, mais energizado, mais alegre e mais amoroso, enquanto ouço isto?” Não existe um gênero específico – há versões disto na música clássica, no rock, na música country, em todos os diferentes gêneros de música. Não existe um gênero que seja necessariamente bom ou mau, mas peças individuais de música e o modo que os artistas juntaram essas peças. A melhor forma de trabalhar com música, no que se refere à auto-estima, é se recusar a ouvir música que crie dissonância para você. Preste atenção ao seu estado emocional enquanto a música está tocando e recuse-se a suportar música que crie desarmonia em você.

    Quanto aos cristais, existem vários exemplos. Assim como os Chacras, eles mudam de acordo com o que você traz para eles. Um exemplo para agora é a hematita. Ela ajuda a absorver a falta de auto-estima. Ela pega qualquer parte sua que esteja na sombra e não o ame, e ajuda a absorver a raiva por si mesmo. Ela absorve a autodepreciação. A ametista ajuda a auto-estima, assim como o quartzo rosa. Simplesmente meditar com esses cristais ou carregá-los consigo pode ajudar a facilitar a auto-estima.

    Ervas. Existem ervas que ajudam a facilitar a auto-estima. Uma delas é a camomila, outra é a matricária. Outra é o alcaçuz e outra, a canela. Todas estas ajudam a facilitar a auto-estima.

    O último item pedido foi sobre as essências florais. Existem essências florais que ajudam a auto-estima. Você pode olhar para a garrafinha da essência floral e lá estará escrito para o que ela é feita. Mas uma coisa que você deve saber a respeito das essências florais é que elas são muito mais individualizadas do que as empresas que as comercializam desejam que você acredite. Essas empresas têm que colocar um rótulo para que você saiba o que uma essência individual pode lhe oferecer. Mas, no final, as essências florais interagem com cada corpo de forma diferente. O floral de violeta pode perpetuar a auto-estima em uma pessoa, e pode perpetuar a expansão ou a clarividência em outra. É importante que você ouça cuidadosamente o seu corpo e preste atenção a como o seu corpo, seus pensamentos e sua energia reagem a cada essência floral. Você pode começar com o que está escrito no rótulo, mas a partir daí, fique aberto para experimentar e reconhecer quando alguma coisa não estiver funcionando, independentemente do que diz o rótulo.
    Se a alma é tão magnífica, amorosa, bonita e poderosa, então o que a fere?

    A resposta é nada. Nada pode ferir a sua alma. Há uma frase que as pessoas usam; elas dizem que sua alma está ferida ou que foram feridas “na alma”. Esta é uma expressão que ajuda a pessoa a comunicar a profundidade do sentimento, a profundidade da intensidade do ferimento que ela está vivenciando no fundo do seu coração. Mas o fato é que a sua alma não pode ser ferida. O seu eu humano está ferido e você pode sentir isso no fundo da sua alma, mas nada pode realmente ferir a sua alma. Sua alma, ou seu Eu Superior, é parte da Criação, e na sua alma verdadeira não existe nada além de paz, porque na sua alma verdadeira é como se você estivesse sentado no topo de uma montanha e pudesse ver tudo à sua volta. Nada surpreende a sua alma, e você está numa posição em que enxerga tudo porque está conectado com tudo no nível da alma. Então nada fere a sua alma.

    As coisas ferem o seu eu humano e o seu espírito humano no fundo do seu ser. Geralmente o que fere as pessoas é a profundidade da desconexão entre elas. Abandono, traição e decepção são as experiências humanas que mais ferem. Estes tendem a ser os acontecimentos que mais “sacodem a alma” de um ser humano, por assim dizer. Mas a verdade é que, assim que sua vida humana termina e você deixa sua concha humana e reintegra o seu ser total à sua alma, você imediatamente reconhece que nada foi danificado. Você esteve numa viagem, mas não sofreu nenhum dano nem deixou cicatrizes. A idéia de estar ferido é puramente tridimensional, embora ressoe na quarta e quinta dimensões.

    sábado, 16 de março de 2013

    A Mente-Humana: Abordagem Neuropsicológica

    Benito P. Damasceno 
    Professor Associado, Dep. de Neurologia, FCM/UNICAMP

    Resumo
    A mente humana não é uma “faculdade” isolada ou apriorística, mas uma “atividade” complexa, caracterizada por sua estrutura sistêmica, natureza mediada e origem histórico-social. Sua estrutura sistêmica constitui-se de um conjunto dinâmico de componentes psicológicos (volitivos, cognitivos, afetivos) e regiões cerebrais interconexas, cada uma contribuindo com operações básicas para a realização da atividade como um todo. Seu caráter mediado (semântico) decorre do fato de que as ações materiais do homem são precedidas e acompanhadas por ações mentais, ou seja, por representações simbólicas das coisas, projetos e programas. E em sua origem, a atividade mental é uma reconstrução interna (“virtual”) de operações externas com as coisas e com as pessoas, mediadas por instrumentos e signos, principalmente os da linguagem. Do uso argumentativo destes últimos nasce a capacidade de reflexão e julgamento. 

    Nesta abordagem da mente humana vamos fazer uma síntese do que ela representa, com base em achados da Psicologia, Neuropsicologia, Neurociência Cognitiva e Psicolingüística Discursiva. Vamos concebê-la como uma atividade complexa, envolvendo processos mentais e cerebrais interconexos (sua estrutura sistêmica), os quais representam o mundo físico e social por meio de signos (sua natureza mediada, semiótica) e originam-se mediante a internalização (apropriação) de ações e relações externas com as coisas e pessoas, de forma condensada, generalizada, abstrata. 
    • Estrutura sistêmica
    Todo ato mental (percepção de um objeto, enunciado verbal, resolução de um problema) é levado a cabo por um “sistema funcional complexo” 1,2,3 , também concebido como “rede neurofuncional” 4 , “representação distribuída em paralelo e em série” 5 e como “modelo de esboços múltiplos” 6 , que se constitui de um conjunto dinâmico e interconexo de componentes psicológicos (volitivos, afetivos, cognitivos) e de regiões cerebrais, cada uma delas contribuindo com operações básicas para o funcionamento do sistema ou ato como um todo. Seu caráter dinâmico deve-se ao fato de que sua estrutura psicológica e sua organização cerebral mudam a cada instante, na mesma medida em que mudam as tarefas em pauta. Cada tarefa requer um conjunto diferente de operações psíquicas básicas adequadas aos seus objetivos, além dos componentes motivacionais e emocionais sempre presentes. De acordo com este conceito, apenas certas operações ou mecanismos básicos podem ser localizados em determinadas regiões cerebrais, não as próprias funções psíquicas superiores; e apenas os objetivos ou resultados finais da atividade permanecem constantes, devendo variar seus mecanismos ou operações básicas na medida em que mudam as condições em que se realizam.

    Os avanços das neurociências nas últimas décadas, especialmente com os estudos de neuroimagem funcional, têm confirmado estes conceitos, cuja pré-história data do século XIX, com a hipótese de Hughlings Jackson 7 de que as funções psíquicas têm estrutura psicológica organizada em diversas regiões cerebrais e diferentes níveis de complexidade e abstração (nível voluntário, consciente; e nível involuntário, inconsciente, automático). Um exemplo clássico é o do paciente que, após mostrar-se incapaz de dizer a palavra “não” numa tarefa metalingüística de repetição, pôde fazê-lo ao dizer “Doutor, não consigo”. Em qualquer atividade lingüística da vida real (p. ex., ao produzir um enunciado numa conversação cotidiana), temos os níveis fonológico, sintático, semântico-lexical e pragmático, com suas interdependências e interações recíprocas. Outro exemplo é a percepção visual de um objeto (p. ex., quando mostro uma lapiseira e pergunto “O que é isto?”). Aí temos diversos componentes: análise e síntese das informações visuais para a formação da imagem (nas regiões occipito-temporais mediais); busca ativa de novas informações e testagem de hipóteses, tais como “caneta?”, “lápis?”, “lapiseira?”, “apontador a laser?” (nas regiões pré-frontais em interação com as occipitais); codificação do objeto (percepto) no sistema semântico da linguagem (no neocórtex associativo terciário temporo-parietal e frontal postero-inferior, particularmente do hemisfério esquerdo); a permanência transitória do percepto na memória operacional, a curto prazo (nas regiões pré-frontais em interação com as occipito-temporais); e seu registro a longo prazo no córtex cerebral, facilitado por seu processamento inicial no sistema hipocampal. 
    • A mente como representação e mediação
    O caráter mediado da mente humana se deve a que o indivíduo se relaciona com as coisas e fenômenos externos, não de forma direta e imediata, mas indiretamente, com os sinais e signos que os representam. É evidente que as ações do homem sobre as coisas são diretas - ele é apenas um entre os vários seres ou forças materiais que participam de sua atividade - mas suas ações materiais são precedidas por ações mentais (representações simbólicas, projetos, programas). Durante o desenvolvimento psíquico, esses sinais e signos tornam-se cada vez mais generalizados e abstratos, e assim, segundo Rubinstein 8 , o indivíduo destaca-se cada vez mais da realidade, ao mesmo tempo em que se une a ela cada vez com mais força. A gênese e a natureza do fenômeno psíquico não podem ser encontradas nas profundezas do código genético nem nas alturas insondáveis do espírito, mas no processo interacional da vida, tal como admitia Bakhtin 9 há mais de 60 anos, ao analisar a consciência humana: “O psiquismo subjetivo localiza-se no limite do organismo e do mundo exterior....É nessa região limítrofe que se dá o encontro entre o organismo e o mundo exterior, mas esse encontro não é físico (direto): o organismo e o mundo encontram-se no signo. A atividade psíquica constitui a expressão semiótica do contato entre o organismo e o meio exterior”.

    O homem é um ser consciente, ou seja, ele toma consciência de si e destaca-se de sua própria atividade (“espelha-se”), atividade que é o processo de transformação recíproca entre o sujeito e o objeto, em que o objeto vira sua forma subjetiva (imagem mental) e a atividade do sujeito transforma-se em seus resultados objetivos (produtos); ou, de acordo com Marx 10 , “no processo de produção (trabalho social), o sujeito é objetivizado , e no sujeito, o objeto é subjetivizado ”. Também de acordo com Marx 11 , “não existe a consciência (como “faculdade” mental isolada, das Bewusstsein ), mas sim o ser consciente ( das bewusste Sein ); e o ser dos homens é o seu processo da vida real”. O ser é sua atividade, que se apresenta simultaneamente em três formas interdependentes e interconexas: objetal, mental e cerebral-organísmica.

    Diferentemente do que ocorre no restante do mundo animal, a atividade consciente é mediada por instrumentos de produção (ferramentas) e por instrumentos psicológicos (signos da linguagem), ambos produtos da evolução histórico-cultural; e assim a relação do indivíduo com a natureza é mediada pela relação entre ele e os outros indivíduos da sociedade. O instrumento de trabalho e o signo lingüístico objetivam a relação homem-natureza e homem-homem, sendo produtos sociais tanto pela sua origem quanto pelo seu uso. Com eles, a transmissão da experiência de uma geração a outra deixa de ser biológica (genética) e passa a ser sociocultural.

    A atividade consciente é altamente dependente do neocórtex de associação, principalmente o da região pré-frontal e da zona de superposição dos analisadores sensoriais (temporo-parieto-occipital). Aqui referimo-nos ao nível mais complexo de funcionamento da consciência, exclusivamente humano, que Damásio 12 chama de “consciência ampliada”, que fornece ao organismo um “eu autobiográfico”, com vivências passadas e futuras. 


    • Origem sócio-interacional
    A criança neonata começa com o exercício repetido dos reflexos inatos e condicionados, os quais, na interação com o meio, se complexificam dando origem aos hábitos e esquemas primários, isolados. A seguir, esses esquemas se coordenam entre si, sendo este um passo essencial na construção do objeto, pois, de acordo com Piaget, 13 assim que o objeto é assimilado simultaneamente a múltiplos esquemas, ele adquire um conjunto de significações e, por conseguinte, consistência. Neste desenvolvimento cognitivo do bebê, o ponto culminante é a aquisição da “conduta da vara”, ou seja, a utilização de qualquer objeto como instrumento, com o qual a criança atinge um outro objeto que satisfaz sua necessidade. 13

    Na fase seguinte, de invenção de novos meios pela combinação de esquemas mentais, a criança prevê quais operações terão êxito e quais fracassarão. A experimentação externa com os objetos que se encontram em seu campo perceptivo é substituída pela experimentação interna, mental, com as representações (imagens simbólicas) de coisas e relações, incluindo as relações (ações) do sujeito com as coisas. Se na fase anterior bastava a percepção, nesta é necessária a representação, que permite operar sobre objetos ausentes. Piaget 13 admite que na transição de uma fase a outra desempenha papel relevante a imitação (ele considera a imitação como uma “representação em atos”, e a representação como uma imitação interiorizada).

    As imagens representativas são signos (significantes), cujo significado é o próprio esquema sensório-motor da atividade objetal que se desenrola no plano material; elas “são as ferramentas do pensamento nascente”, 13 além de constituírem condição sine qua non para a aquisição da linguagem, na medida em que passam a ser representadas por palavras (significantes de significantes).

    Vygotsky 1 chama a atenção para este momento do desenvolvimento intelectual da criança, quando a fala e a atividade prática, até então seguindo duas linhas completamente independentes, convergem-se, dando origem a formas especificamente humanas de inteligência prática e abstrata. É o momento da internalização ou reconstrução interna (mental) de operações externas (materiais), tal como ocorre com a aquisição do signo lingüístico. Quando a criança deseja algum objeto que está fora do alcance de suas mãos, ela estira seu braço na direção do objeto e faz movimentos de pegar, sem sucesso. Esta ação da criança é interpretada pela mãe como um gesto de apontar, indicativo do objeto. Na realidade, do ponto de vista da criança, trata-se então apenas de um esquema sensório-motor (de preensão), desencadeado pelo objeto. Mais tarde, com a repetição desta experiência, a criança se apropria deste significado (gesto indicativo) estabelecido de fora, pela mãe. E então ocorre uma mudança na função de seu movimento: inicialmente orientado pelo objeto, ele torna-se um movimento dirigido para uma outra pessoa, um meio de estabelecer relações. Aos poucos, o movimento de pegar vai se transformando no ato de apontar, resultando num verdadeiro gesto, mediante sua simplificação (bastando estirar o braço e o dedo indicador). De fato, ele só se torna um verdadeiro gesto após manifestar objetivamente para os outros todas as funções do apontar, e ser entendido também pelos outros como tal gesto.

    Nesta relação entre a criança e a mãe, quando a criança aponta o objeto, a mãe geralmente o nomeia. Assim, a criança aprende duas funções básicas do signo lingüístico: (1) a função referencial, indicativa do objeto ou de algo existente ou imaginado; e (2) a função comunicativa, discursiva, como meio de influir no comportamento dos outros, obtendo destes o que deseja, ou fazendo com que estes façam o que ela quer que eles façam. Independentemente do tipo de cultura, o desenvolvimento da linguagem falada passa por cinco fases distintas: 14,15 (1) arrulhos, similares a vogais (1-4 meses); (2) balbucio, com produção de séries de consoantes-vogais, como “babababa” ou “mamamama” (5-10 meses); (3) imitação da fala dos adultos, com esboços de palavras ou primeiras palavras (10-15 meses), e uso consistente de uma forma fonética para se referir a um objeto, por exemplo, “dalili” ou “mimi” para “dormir” (10-15 meses); (4) enunciados de duas palavras, com determinado sentido (18-24 meses); (5) sentenças com 3 ou mais palavras (acima de 24 meses). Interação social e lingüística precoce com os adultos é necessária para que os balbucios (universalmente similares) dêem lugar a determinada língua materna. 14

    Leontiev 16 prefere o termo “apropriação” ao invés de “internalização” para designar o caráter ativo da aprendizagem. O conceito de internalização dá maior valor ao papel da sociedade (do exterior) na gênese das funções psicológicas superiores, enquanto o de apropriação ressalta o papel (do interior) do sujeito, de sua personalidade, de seus aspectos emocionais e motivacionais, que lhe fornecem a razão fundamental e a energia necessária para se engajar ativamente nas tarefas. No processo de apropriação, o papel primário e decisivo cabe às ações práticas do sujeito com as pessoas, instrumentos e objetos do mundo natural e cultural, ou seja, às ações objetais do próprio sujeito e não das outras pessoas, uma vez que, do ponto de vista psicogenético, não se trata da formação da imagem da ação, mas sim daação ideal; 17 nem tampouco se trata da realização de uma imagem mental ou consciência que existe a priori e vai se manifestando à medida que o cérebro, por determinações puramente biológicas, atinge sua plena maturação.

    Na aquisição de suas habilidades práticas e funções psicológicas, a criança não só aprende por imitação das ações dos outros como também se apropria de sua linguagem (“instruções verbais”) durante as brincadeiras e tarefas. Graças à palavra (linguagem), os aspectos puramente relacionais das coisas, da mesma forma que as nuanças de nossas relações sociais, passam a ter vida material e exercer sua influência no indivíduo com a mesma força das coisas materiais.

    A palavra representa, portanto, uma rede de relações e significados, que constitui a matriz do pensamento categórico e discursivo, “introduzindo a coisa nomeada em um sistema de complexos enlaces, constituindo um meio para analisar os objetos, abstrair e generalizar suas características”. 18 Estas características do conceito e da palavra fazem com que, em termos cerebrais, eles só possam ser apreendidos mediante sínteses multimodais, processadas no córtex associativo terciário.

    Dos 3 aos 7 anos de idade, observa-se o crescente papel regulador da linguagem na formação de programas complexos e na organização do comportamento. A partir dos 3 anos de idade, aos poucos a criança passa a dominar o uso de frases desenvolvidas, cada vez mais complexas. Como mostrou Vygotsky 1 , inicialmente, a verbalização consiste na descrição e análise da situação, adquirindo aos poucos o caráter de “planejamento”, expressando possíveis caminhos para a solução do problema. À medida que a criança vai experimentando novas situações, dos 4 aos 6 anos de idade, sua fala externa vai se internalizando cada vez mais, tornando-se mental (linguagem interna, condensada na sua forma e predicativa no seu conteúdo), e constituindo-se num instrumento poderoso de auto-regulação e, portanto também, de controle dos pontos de vista, ações e comportamentos do indivíduo pelo modo de produção e ideologia dominante da sociedade em que vive.

    Neste período, com a aquisição da linguagem interna, ocorre a (re)construção mental dos objetos, fenômenos e relações do mundo segundo um sistema de valores exclusivamente humanos, bem como a transformação de funções psicológicas naturais (ou seja, as formas de percepção, memória, raciocínio intelectual, etc., que compartilhamos com os animais) em funções psicológicas culturais ou “superiores”.

    Depois dos 6-7 anos, as zonas corticais terciárias continuam seu desenvolvimento (embora mais lento) até pelo menos a adolescência, permitindo o raciocínio à base de operações lógico-gramaticais, lógico-formais e discursivas, a capacidade de reflexão e julgamento moral. A linguagem desempenha aqui papel relevante e decisivo. Quando interagimos através da linguagem, sempre temos determinados objetivos, pretendemos atuar sobre o(s) outro(s) e obter dele(s) determinadas reações ou comportamentos (verbais ou não-verbais). Nas situações da vida real, o uso da linguagem é essencialmente argumentativo, especialmente nas discussões, em que a criança tem que defender seus pontos de vista contrariados pelo(s) outro(s), tem que ajustar suas argumentações às do(s) outro(s); e assim ela aprende a usar conscientemente as conjunções (“operadores argumentativos” de Ducrot), 19 tais como “mas”, “senão”, “porque”, “se”, “embora”, “entretanto”, “logo”, “portanto”, “desde que”, etc. Por um lado, as conjunções, ao estabelecer relações entre proposições e idéias, permitem a construção da matriz lógica e discursiva do pensamento. Por outro lado, a internalização das argumentações e contra-argumentações dá origem à capacidade de refletir e tomar decisões. A reflexão é, na realidade, uma discussão interior, um coro de “vozes” e opiniões dos outros. Desse modo, a criança adquire novas funções psicológicas superiores e seus correspondentes sistemas funcionais cerebrais.

    Assim, nos diálogos e discussões da vida real, a criança constitui-se como sujeito discursivo e pragmático, embora heterogêneo e, de certo modo, assujeitado, uma vez que a sua tomada de decisão não é só sua, resultando também das opiniões dos outros sujeitos que o integram. 9,20 Nesse “jogo” do discurso, a criança aprende a respeitar as regras conversacionais (relevância tópica, respeito ao turno do interlocutor, etc.), estabelecer estratégias e manipular as “formações imaginárias” propostas por Pêcheux 21 e Osakabe. 22 Em termos cerebrais, o córtex pré-frontal parece ser o mais bem equipado para tais habilidades.

    Em conclusão, a atividade mental é uma parte do processo da vida real (ou do “ser dos homens”, nos termos de Marx), em que as ações objetais, mentais e cerebrais (organísmicas) constituem uma unidade dialética de interações e influências recíprocas, mediante as quais são adquiridas as funções psíquicas superiores e seu substrato neural, as neoformações mais sofisticadas do córtex associativo. Fatores biológicos (genéticos) fornecem apenas a possibilidade desse desenvolvimento, o qual não ocorre sem a prática do indivíduo, sem sua experiência sensorial e social, tal como verificado em crianças e macacos criados em isolamento no período crítico para o desenvolvimento do comportamento social. 23,24,25 

    Referências

    • 1. Vygotsky L. S. Mind in society: the development of higher psychological processes. M. Cole, V. John-Steiner, S. Scribner, & E. Souberman (Eds.). Cambridge, Harvard University Press, 1978. Luria A. R. Higher cortical functions in man (2 nd ed.). New York, Basic Books, 1966/1980.

    3. Anokhin P. K. Problems of centre and periphery in the physiology of nervous activity. Gorki, Gozizdat, 1935.

    4. Mesulam M-M. Large-scale neurocognitive networks and distributed processing for attention, language, and memory. Ann Neurol 1990; 28:597-613.

    5. Rumelhart D. E., McClelland J. L. Parallel distributed processing. Cambridge, MA: The MIT Press, 1986.

    6. Dennet D. C. Consciousness explained. Boston: Little, Brown & Co., 1991.

    7. Jackson J. H. On the nature of the duality of the brain. In: Selected writings of John Hughlings Jackson, vol. 2, Hodder & Stoughton, 1874/1932.

    8. Rubinstein S. L. Princípios de psicologia geral. Lisboa, Estampa, 1972.

    9. Bakhtin M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo, Hucitec, 1988.

    10. Marx K. & Engels F. Obras escogidas, vol. III. Moscú, Editorial Progresso, 1973.

    11. Marx K. & Engels F. A ideologia alemã. Lisboa, Editorial Presença, 1846/1976.

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    Fonte: http://www.multiciencia.unicamp.br/