O ser humana possui uma estrutura psicológica muito complexa. Mas já se conhece bem que a mente funciona por padrões advindos das associações interpretadas de um estímulo, fazendo esperar esta ou aquela emoção reativa. Assim, em suma, pode-se afirmar que a mente funciona por padrões, associações e emoções.
Nessa feita, você já parou pra pensar a quantidade e intensidade de estímulos que recebe todos os dias, na família, no trabalho, na TV, nas rodas de amigos? E você já parou pra pensar como os capta, interpreta e reage? Qual o seu padrão?
O ser humano representa um potencial energético muito grande pois através da energia compartilhada e movimentada as coisas são feitas no Universo. Desse modo, há a propaganda comercial que diz que tomar aquela cerveja vai te fazer descolado, que vestir aquela roupa vai te deixar atraente e aceito, há também o colega que só conta coisas boas da vida dele, e até inventa, para se sentir superior, há o mendigo no semáforo, falso (o mendigo profissional) ou verdadeiro (que realmente está necessitado), que vive querendo lhe comover para o ajudar materialmente, há a amiga quer ser mais bonita ou rica para que você a inveje... Isso porque eles estão querendo a sua energia. Você dará? Pode ser que sim, ou não. O interessante é que você ESCOLHA dar, ou não!
Ou seja, muitos são os estímulos: o apelo visual, a história atraente, a comoção afetiva... mas independentemente das intenções dos autores de cada estímulo, cabe a você perceber a possibilidade de repercussão daqueles e a você escolher a reação, a resposta emocional que pretende sentir (ela irá lhe beneficiar?). Isso porque, por mais que a mente seja manobrável pela expectativa da reação emocional frente ao reconhecimento de experiências já vivenciadas (o que tem a sua utilidade, sendo necessário inclusive à preservação da espécie), a consciência pode intervir positivamente, porque esta é capaz de o abstrar dos padrões, aperfeiçoando a sua cognição, uma vez que usa recursos mais amplos para perceber ou entender a realidade.
Pavlov* é o nome de um cientista pioneiro na percepção de como um comportamento pode ser reforçado por estímulos. Eis logo abaixo a explicação sintética da sua experiência clássica:
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A experiência clássica de Pavlov é aquela do cão, a campainha e a salivação à vista de um pedaço de carne. Sempre que apresentamos ao cão um pedaço de carne, a visão da carne e sua olfação provocam salivação no animal. Se tocarmos uma campainha, qual o efeito sobre o animal? uma reação de orientação. Ele simplesmente olha, vira a cabeça para ver de onde vem aquele estímulo sonoro. Se tocarmos a campainha e em seguida mostrarmos a carne, dando-a ao cão, e fizermos isso repetidamente, depois de certo número de vezes o simples tocar da campainha provoca salivação no animal, preparando o seu aparelho digestivo para receber a carne. A campainha torna-se um sinal da carne que virá depois. Todo o organismo do animal reage como se a carne já estivesse presente, com salivação, secreção digestiva, motricidade digestiva etc. Um estímulo que nada tem a ver com a alimentação, meramente sonoro, passa a ser capaz de provocar modificações digestivas. |
Um processo indispensável para sair de tal prisão afetivo-comportamental é viajar para o seu interior e ouvir o silêncio, por exemplo; como fez Buda com a meditação. Porque em silêncio, a mente desliga e você passa a conhecer uma realidade distonante das associações pre-formatadas até então. Você tem acesso ao que existe além da mente.
A meditação é um exercício que pede mais compromisso do que esforço propriamente dito. Um rico e impagável instrumento à libertação dos padrões mentais e ampliação da influência da consciência lúcida no cotidiano para uma vida plena de si mesmo. No entanto, não cabe desenvolver tal assunto hoje, porque, malgrado a sua importância, encaixa-se em outra pauta, mais específica, momento em que ganhará o enfoque adequado.
Resta então apenas um "puxar de orelha" sobre a necessidade do desenvolver do autoconhecimento para a libertação de condicionamentos que limitam a sua potencialidade. Pois como dito na página de Introdução deste blog, somos ilimitados, conforme a apresentação dessa ideia por Jesus Cristo, na Bíblia.
Enfim, tome poder sobre si mesmo, deixando de ser apenas reativo e criando, com foco no que é importante para você, o seu próprio bem-estar, enfatize-se: com consciência desperta.
Aprenda a voar!
Enfim, tome poder sobre si mesmo, deixando de ser apenas reativo e criando, com foco no que é importante para você, o seu próprio bem-estar, enfatize-se: com consciência desperta.
Aprenda a voar!
Fica a dica: perceba-se, questione-se. O que está acontecendo? Por quê? O que estou percebendo? O que estou permitindo, por ingenuidade ou vício mental inconsciente, que me afeta? Como estou reagindo?...
* No final do século XIX e no início do século XX, um fisiologista russo chamado Ivan Pavlov (1849-1936), ao estudar a fisiologia do sistema gastrointestinal, fez uma das grandes descobertas científicas da atualidade: o reflexo condicionado. Foi uma das primeiras abordagens realmente objetivas e científicas ao estudo da aprendizagem, principalmente porque forneceu um modelo que podia ser verificado e explorado de inúmeras maneiras, usando a metodologia da fisiologia. Pavlov inaugurava, assim, a psicologia científica, acoplando-a à neurofisiologia. Por seus trabalhos, recebeu o prêmio Nobel concedido na área de Medicina e Fisiologia em 1904.

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