Consciência

RECEBA BEM A ENERGIA, ACUMULE-A, POTENCIALIZE-A, DIRECIONE-A E A USE NO SEU ALVO DELIBERADO PARA SENTIR OS RESULTADOS QUE ALMEJA, USUFRUINDO-OS PRAZEROSAMENTE, UTILMENTE E SABIAMENTE! ENVOLVA-SE, VISUALIZE E ACREDITE: REALIZE-SE!

Ame e vibre! O que você tem pra viver a realização de seus sonhos é: você mesmo e o dia. Sim, como nas palavras do saudoso Chico Xavier:

Sempre que amanhece assemelha-se a uma página em branco, na qual gravamos os nossos pensamentos, ações e atitudes. Na essência, cada dia é a preparação de nosso próprio amanhã. (Psicografia de Francisco C. Xavier. Livro: Indicações Do Caminho)

Assim, compreenda que você mesmo é o sujeito ativo de sua história, portanto absolutamente responsável por ela. Você vive pra você e por você. Essa compreensão ainda abrange todo o contexto em que você está inserido, como partícula do Universo, que é, conectado com todos, capaz de criar a sua realidade e reagir à ela, bem como às criações de outros, mantendo um ciclo de estímulos e resultados, criativos, ininterruptos e ascendentes. Isso porquanto todos nós existimos de maneira interligada à rede da vida. Influenciamos e recebemos influência de tudo na medida exata da nossa vibração energética.

Sonhar, com amor, é vibrar. Vibrar é realizar. Entre vibrar (adequadamente) e realizar o almejado existe um ínterim de modulação que se vai conseguindo com o aprendizado das experiências atraídas e vivenciadas pelo sentimento (preponderante) e o empenho da vontade e traduzido pela capacidade consciencial do ser que a tem. Nesse entremeio, substabelece-se enfim a razão como um instrumento moderador. Nada mais do que isso. Por conseguinte, considerando que sentir é atrair, o raciocínio imerso em lucidez deve orientar esse processo, promovendo a harmonia e a expansão, promovendo o fluxo.

O que você tem para externalizar a sua vibração e a sua atração é o hoje, o agora. Há 24 horas para amar (o mais importante), comer, dormir, trabalhar, brincar, evoluir. Por isso, pense nas atitudes que irá tomar durante o dia e as que tomou ao fim dele! Nesse passo, você acontece hoje - lembre-se! Pois, como bem diz um provérbio chinês, o ontem é história, o amanhã é mistério e hoje é uma dádiva, por isso se chama presente.

Sejamos então influentes de nossas vidas de forma consciente! Ganhe tempo tomando atitudes positivas e racionais, amando e brilhando! Aproveitando o melhor que se tem pra viver a cada dia! Com planejamentos e aspirações realizáveis, manifeste sua grandiosidade conseguindo a vitória nas 24 horas que lhe servem. Logo, pense energeticamente e viva você!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Você sabe o que é estar FOCADO em objetivo? Leia essa história!

A história do arqueiro Arjuna
Drona Archarya foi o maior professor de arco e flecha que já existiu. Drona possuía vários alunos: Arjuna, Ashwathama, Yudhistar e muitos outros. Dentre todos esses alunos, Arjuna era o melhor no arco e flecha. Uma vez, os alunos acusaram Drona de proteger Arjuna. Segundo eles, Arjuna não era tão bom quanto dizia. Desse modo, Drona disse:

“Amanhã, faremos uma competição de arco e flecha para descobrirmos quem é o melhor arqueiro.” 

No dia seguinte, Drona colocou um pássaro de madeira no alto de uma árvore, há bastantes metros de distância. 

“Veêm aquele pássaro de madeira, no alto daquela árvore? Mirem em seu olho”, orientou o professor.

Então, o professor chama o primeiro aluno a realizar o teste: Yudhistar. Yudhistar escolheu sua melhor flecha, colocou no arco e puxou a corda. Antes de atirar, Drona perguntou: “O que você vê?” “eu vejo o sol, as nuvens e as árvores”. Após responder, Yudhistar soltou a corda de seu arco. A fleche saiu com bastante velocidade, mas tocou o solo há vários metros do alvo.

O próximo estudante a prestar o teste seria Ashwathama. Da mesma maneira que Yudhistar, ele escolheu sua melhor flecha, colocou em seu arco e puxou a corda. Antes de atirar, mais uma vez Drona perguntou: “O que você vê?”. “Eu consigo ver o pássaro de madeira, as folhas em sua volta e uma pequena lagarta em um ramo próximo ao galho”. Ashwathama levou todo o público ao delírio! A maioria das pessoas presentes não conseguia nem ao menos enxergar corretamente o pássaro, quanto mais todos esses detalhes. Finalmente, ele soltou a flecha, que saiu com velocidade em direção à árvore em que o pássaro de madeira estava. No entanto, apesar da visão fantástica de Ashwathama, a flecha alcançou apenas as raízes da árvore onde estava o pássaro. Em seguida, diversos outros estudantes tentaram atingir o olho do pássaro de madeira. Em contrapartida, nenhum deles conseguiu algum resultado mais satisfatório que Ashwthama. 

Finalmente, havia chegado a vez de Arjuna. De maneira semelhante à todos os concorrentes anteriores, ele selecionou a melhor de suas flechas, colocou em seu arco e puxou a corda. Veja logo abaixo o diálogo entre Druna e Arjuna, enquanto a corda ainda estava sendo esticada.

Drona: “O que você vê?”
Arjuna: “O olho do pássaro”.
Drona: “Você vê a árvore?”
Arjuna: Não. 
Drona: “Você vê o galho?”
Arjuna: Não. 
Drona: “Você vê o pássaro?”
Arjuna: Não. 
Drona: “Então, o que mais você consegue ver, Arjuna?”
Arjuna: “Nada. Eu só vejo o olho do pássaro.” 

Em seguida, Arjuna soltou sua flecha, que saiu com velocidade. No entanto, ao contrário dos outros competidores, a flecha de Arjuna acertou o olho do pássaro com enorme precisão.

domingo, 28 de abril de 2013

Como modificar seu cérebro por vontade própria


Por  em 9.07.2012
Será que o vício em cigarro acontece exclusivamente por dependência química à nicotina? Ou é o cérebro quem se acostuma a responder com relaxamento e bem-estar ao ato de jogar fumaça para dentro dos pulmões?
Uma neurologista norte-americana, Charlotte Tomaino, se dedicou a investigar a segunda opção: como o cérebro pode ser “moldado”, ao longo dos anos, devido à repetição de hábitos de vida?
Como resultado de mais de 30 anos de extensas pesquisas neste campo, escreveu o livro “Awakening the brain” (expressão em inglês para “acordando o cérebro”, embora ainda não haja uma versão em português da obra), no qual explora a maneira como podemos manipular, até certo ponto, a forma como nosso cérebro funciona. É a neuroplasticidade.

Massa de modelar

A neurologista explica que o funcionamento interior de cérebro, com trilhões de conexões neurais, está em constante mudança. Obviamente, não controlamos a maior parte dessas alterações: o cérebro age “por si mesmo”.
Mas Charlotte explica que podemos impor nós mesmos um limite ao livre arbítrio do cérebro, e programá-lo para trabalhar de determinada forma em várias situações. O método para forjar o cérebro é simples: repetição das mesmas atitudes que resultem na mesma resposta corporal, ou seja, criar hábitos.
Colocando em termos práticos: por que é tão difícil seguir adiante com aquele entusiasmo inicial de fazer exercícios na academia diariamente? A neuroplasticidade explica.
Como o cérebro de um sedentário não está acostumado às alterações corporais decorrentes da atividade, ele precisa ser moldado. Durante este período, a pessoa determinada a não largar a academia precisa de força redobrada, até ser lapidada mentalmente.
Quando isso acontece, os papéis se invertem: fazer exercícios se torna um vício, tal como o cigarro, e o corpo fica incomodado justamente se não se movimentar. O cérebro, nesse ponto, já se acostumou a usufruir os benefícios da liberação de endorfina no corpo, e responde conforme esta necessidade. Desta forma, a neuroplasticidade é válida para vícios bons e ruins.

Oito ou oitenta

O cérebro é um órgão que se atualiza mais constantemente do que imaginamos. Sempre é tempo de adquirir um novo hábito (que pode exigir mais ou menos força de vontade) e incluir este procedimento na “lista de tarefas” do cérebro.
Da mesma forma que pode-se moldar, contudo, pode-se “desmoldar” conforme você o programa. Da mesma forma que se adquire um novo hábito, pode-se perder. Utilizando mais uma vez o exemplo do exercício físico: não adianta você ter sido um atleta regular até os 25 anos de idade. Se tiver caído no sedentarismo logo depois, vai sofrer como alguém que jamais se exercitou se quiser voltar à ativa depois dos cinquenta.
Nossa mente tende sempre a descartar gradativamente (até chegar ao zero) tudo aquilo que não está sendo usado, e fica apenas com o que é corrente, atual. Assim, o cérebro de um sedentário de 50 anos mal vai “lembrar” da época em que aquele corpo estava em forma. Mais um exemplo de como a neuroplasticidade atua para o bem e para o mal.[CNN/Awakening the Brain/Life Training News]

sábado, 27 de abril de 2013

6 ESTRATÉGIAS PARA PROMOVER A SUA AUTO ESTIMA

Num mundo cada vez mais mediático que nos empurra a grande velocidade para a exposição pública, valorizando de forma exacerbada e desmedida o materialismo, corremos o risco de ficarmos confusos sobre o significado da auto estima. Alguns de nós podemos pensar que tem a ver com a nossa aparência ou o quão popular somos junto dos nossos amigos ou dos outros. Podemos desenvolver algumas crenças que em nada abonam à construção saudável da nossa auto estima. Como por exemplo, acreditar que sem um corpo escultural ou ter realizado algo de destaque nunca poderá ter uma boa auto estima.

Resumidamente, auto estima significa simplesmente, apreciar-se por aquilo que você é, com as suas falhas, fraquezas, valores, conquistas, dificuldades. Nas culturas ocidentais tem-se vindo a acentuar a ênfase em indicadores materialistas de auto estima (como que tipo de carro tem, que escola os seus filhos frequentam, que classificação tem nos testes, quão grande é a sua casa, ou qual o seu título/estatuto no trabalho).

A diferença entre alguém com uma auto estima saudável e alguém com uma auto estima diminuída, prende-se com o reconhecimento dos seus pontos fortes e fracos, e caminhar no mundo de forma confiante e segura, com base no conhecimento que tem de si mesmo. O que leva à pergunta que muitas pessoas me fazem: Como posso melhorar a minha auto estima?

Vejamos então como:

Pessoas com uma boa e saudável auto estima são capazes de sentirem-se bem acerca de si mesmas, por aquilo que elas são, apreciam o seu próprio valor, e orgulham-se das suas habilidades, competências e realizações. Elas também reconhecem que, embora não sejam perfeitas e possuírem algumas falhas, essas falhas não desempenham um papel preponderante ou demasiado castrador nas suas vidas ou na sua própria auto-imagem (como você se vê).

FAÇA UM INVENTÁRIO DA SUA AUTO ESTIMA

Não podemos intervir, melhorar ou promover algo sem o conhecimento necessário para que isso se possa efetivar. Este é um conceito central na aplicação da terapia cognitivo-comportamental (TCC). Antes de iniciar qualquer tipo de programa, são necessários dois passos fundamentais. O primeiro passo, é transmitir à pessoa conhecimento acerca de determinados mecanismos sobre o funcionamento ótimo do ser humano. O Segundo passo, é despender uma boa quantidade de tempo a identificar os pensamentos irracionais que dão suporte ou aumentam o problema.

O mesmo é verdadeiro para a sua auto estima. Simplesmente generalizar e dizer: “Eu sou terrível. Eu sou uma pessoa ruim. Eu não posso fazer nada.” Está a dizer a si mesmo uma mentira, muitas vezes simples, mas convincente. Pretendo esclarece-lo acerca de alguns erros de raciocínio que tendem a manter uma baixa auto estima.

Todos nós nos sentimos terríveis de de vez em quando. A solução não é chapinhar na sua auto crítica destrutiva, e tomar isso como o núcleo da sua identidade, mas reconhecer alguns dos seus pontos fracos, ou das coisas que gostaria de melhorar e seguir em frente.

Pegue num pedaço de papel e desenhe uma linha na vertical. No lado direito, escreva: “Forças” e no lado esquerdo, escreva: “Fraquezas” e liste 10 coisas que suportem cada uma delas. Sim, 10. Isso pode parecer um exagero de pontos fortes se você sofre de baixa auto-estima, mas esforce-se por lista-las todas.

Se você está tendo dificuldade em escrever os 10 itens, pense sobre o que outros (amigos, familiares, colegas de trabalho) têm dito acerca de você ao longo dos anos. Por exemplo, podem ter dito “Obrigado por me ouvir na outra noite quando tudo que eu fiz foi falar para você”, ou “Você fez um ótimo trabalho com esse projeto, obrigado por ter finalizado dentro do prazo” ou “Eu nunca vi alguém que gostasse tanto de trabalho doméstico como você. ” ou ” Você parece ter um talento nato para contar uma história.” Mesmo que você ache que as suas forças pareçam estúpidas, faça a lista de qualquer jeito. Você pode surpreender-se com o quão fácil é chegar a todos os 10 itens, quando você adota esta perspectiva.

Este é o seu Inventário de Auto Estima. O inventário permite que você saiba todas as coisas depreciativas e de bota abaixo acerca de si mesmo, permitindo igualmente perceber um conjunto alargado de outras coisas que jogam a seu favor, podendo concluir que afinal não é assim tão mau quanto parecia ser. Alguns dos pontos fracos, certamente você pode ser capaz de mudar, isto se você trabalhar neles, um de cada vez, ao longo de um período alargado (um mês ou um ano). Lembre-se, ninguém muda as coisas de um dia para o outro, assim sendo é importante não criar uma expectativa irreal de que você pode mudar qualquer coisa rapidamente. Isso é uma ilusão!
APRESENTO EM SEGUIDA SEIS ESTRATÉGIAS QUE PODEM GUIÁ-LO NA PROMOÇÃO DA SUA AUTO ESTIMA. SEJA PERSISTENTE E ACREDITE QUE COM TRABALHO E DEDICAÇÃO É POSSÍVEL:
ESTABELEÇA EXPETATIVAS REALISTAS

Traçar expetativas irrealistas pode promover a destruição da sua auto estima. Principalmente se associado a essas expetativas estiver uma ligação emocional forte que possa colocar o seu ego em cheque. Do género: “Se eu não conseguir ter sucesso na minha empresa nos próximos dois anos, eu serei um fracassado”. Certamente se os seus objetivos não se concretizarem, irá vira-se contra si, e traçar uma apreciação negativa de si mesmo.

Às vezes, as nossas expectativas são muito menores, mas ainda assim irrealistas. Por exemplo, “Eu gostaria que minha mãe (ou pai) parasse de me criticar.” Mas se isto não depende de si, e nunca acontecer, certamente você irá sentir as consequências? Perante este cenário, é importante redefinir as expetativas, e traçar outras mais adequadas e realistas.

Aprender a traçar objetivos mais realistas e que acima de tudo dependam si, pode ajudar a interromper o ciclo de pensamento negativo sobre si mesmo.


Dica: Quando estabelecemos expectativas realistas na nossa vida, mais facilmente conseguimos deixar de avaliar-nos por não alcançarmos algumas metas idealistas.
COLOQUE DE LADO A PERFEIÇÃO, AGARRE-SE ÀS SUAS REALIZAÇÕES E ACEITE OS SEUS ERROS

A perfeição é simplesmente inatingível para qualquer um de nós. A perfeição é um conceito construído e que pode ser levado em consideração quando se estabelecem critérios de avaliação. No entanto, não deixa de ser uma noção criada por nós, tendo sempre um grau de relatividade e subjetividade. Depende sempre da interpretação de alguém ou de nós mesmos. A perfeição é um conceito, não uma realidade concreta.

Provavelmente você nunca vai ter o corpo perfeito, a vida perfeita, o relacionamento perfeito, os filhos perfeitos, ou a casa perfeita. Não pretendo ser radical, claro que pode. Mas isto será sempre uma avaliação sua, com base nos seus valores, princípios, significados, interesses, grau de exigência e gostos. Ou seja, é na verdade sempre uma avaliação subjetiva, pessoal e intransmissível. Se esta avaliação lhe causa problemas funcionais, de mal estar ou infelicidade, é porque a avaliação que está a fazer está distorcida, e é forjada em distorções cognitivas.

As avaliações que fazemos das nossas realizações não têm necessariamente de ser do tipo: Preto ou branco, certo ou errado. Existe vida e valor a ser retirado entre estes dois opostos. As avaliações para serem funcionais devem ser feitas em questão de grau, de nível ou da percentagem e não de avaliações tipo “8 ou 80″. Este tipo de avaliações cega-nos, empurra-nos para as nossas fraquezas e análises meramente emocionais, colocando o ego no epicentro da análise. Claro que se a análise for negativa, o ego irá sofrer fortemente com isso.


O perfeccionismo em si não é problema, o problema coloca-se se isso for alastrando para grande parte das coisas que faz na sua vida, até ao ponto de dar o mesmo significado a algo que não têm grande impacto na sua vida e a algo que tem muita influência e importância.

Dica: A relativização em termos de grau de importância e/ou significado convém estar presente e não avaliar tudo o que faz ou realiza à luz da perfeição.

É necessário por vezes hierarquizar a importância e prioridade daquilo que queremos fazer ou que merece a nossa total atenção. Interpretar tudo pelo mesmo prisma, causa-nos dificuldades funcionais e pode colocar a nossa capacidade, habilidade e competência em causa. Ninguém é muito bom, ou realiza com um elevado grau de eficácia tudo aquilo que faz a todo o tempo em todas as situações de vida. Com esta perspetiva em vista, de não conseguirmos ter o mesmo desempenho em tudo o que fazemos, é natural por vezes fracassarmos e cometermos alguns erros.

Os erros fazem parte da vida. Se tivermos uma perspetiva funcional dos erros, ao invés de emocional e personalizada, conseguimos retirar valor e informação daquilo que fizemos menos bem, para que depois possamos fazer melhor. Esta perspetiva de ver valor até mesmo nos erros, coloca-nos com uma atitude positiva face aos nossos acontecimentos de vida e capacita-nos. Ao percebermos esta nossa atitude positiva, conseguimos sentir-nos confiantes, de bem connosco mesmos e com esperança no futuro. Ficamos capazes de encarar os erros quando eles surgirem, sem nos colocarmos em causa, isto porque percebemos que nada tem a ver connosco, mas sim com a forma como realizamos as coisas. E que podemos voltar a fazer de forma diferente e obter melhores resultados. Ao errar não significa que você é uma pessoa ruim, isso simplesmente significa que você cometeu um erro (como todo mundo faz).


Dica: Os erros são uma oportunidade para a aprendizagem e para o crescimento, retirando-nos de uma mentalidade de auto-piedade ou pensamentos negativos.
EXPLORE-SE A SI MESMO

Invista em si mesmo, olhe para si e tente conhecer-se melhor. A auto exploração apela-nos àcriatividade, à curiosidade e ao desenvolvimento das capacidades e habilidades. Propor-se a este exercício promove o seu bem estar, felicidade e equilíbrio emocional. Para além de promover a identificação das suas forças e fraquezas, também permite abrir-se para novas oportunidades, novos pensamentos, experimentar algo novo, novos pontos de vista e novas amizades.

Às vezes, quando estamos em baixo, com o humor diminuído e baixa auto-estima, o impacto é altamente negativo, sentimos que não temos nada a oferecer ao mundo ou aos outros. Esta situação pode acontecer porque você simplesmente talvez não tenha encontrado algumas das coisas boas que possuí em si mesmo, isto porque pode ter construído uma cegueira mental para as possibilidades de melhoria que existem. Perceber que coisas estão à sua frente, e que podem contribuir para se sentir melhor é uma questão de adotar a atitude de exploração, e experimentar. Proponha-se a explorar as suas forças e virtudes num método de tentativa e erro. Este é um excelente método, dado que promove o aparecimento das suas forças e descobre as suas fraquezas.


Dica: Você pode tornar-se na pessoa que quer ser, assumindo riscos e tentando coisas que normalmente não faria.
ATUALIZE E REDEFINA A SUA AUTO IMAGEM

A vida não para, os acontecimentos sucedem-se e nós temos de esforçar-nos para nos adaptarmos constantemente. O mesmo devemos fazer com a nossa auto imagem. Se a noção que temos acerca da nossa auto estima é depreciativa, mas baseada numa versão antiga, suportada por acontecimentos que já não têm sentido nos dias de hoje, esta é uma excelente oportunidade para atualizar e redefinir a sua auto imagem.

Utilize o seu Inventário de Auto Estima, e perceba em que estado se encontra, que habilidades e competências possuí que podem contrapor a imagem negativa que tem de si mesmo? Atualize-se relativamente às coisas boas que tem, que já realizou e que atualmente sabe fazer. Com isso em mente, olhe para si e projete-se no seu futuro. Se o seu passado o impede de olhar de forma positiva para si mesmo, trabalhe nisso, liberte-se das angústias do passado, atribua um novo significado aos acontecimentos que contribuiram para o estado menos bom que se encontra hoje, econstrua o seu futuro. Se está insatisfeito com o seu passado, faça algo de diferente.

Ajuste as suas próprias crenças sobre a ideia que tem de si mesmo, visualize os seus pontos fortes e melhore os fracos. Avalie-se pelos desejos que tem, por aquilo que pretende alcançar e quer obter. Redefina sua auto imagem com base naquilo que quer ser, com base naquilo que quer fazer para olhar para si de uma forma mais positiva. Se já possuí algumas competências e habilidades que julga capacitá-lo para redefinir a sua imagem, ótimo, siga em frente. Se acha que ainda tem de trabalhar mais em algumas áreas da sua competência, ótimo na mesma, faça isso, e depois siga em frente.


Dica: Ajuste definitivamente a sua auto imagem e auto estima, combinando as suas habilidades atuais e habilidades que está a trabalhar, e não aquelas do seu passado que o colocam para baixo.
DEIXE DE SE COMPARAR COM OS OUTROS

A comparação com os outros é algo comum, e não tem necessariamente de ser algo mau. No entanto, se usamos a comparação num só sentido, o de desvalorizar-nos, infligir apreciações injustas, servindo apenas para nos mandar abaixo, então, deixe de se comparar com os outros. Nada pode ferir mais a nossa auto-estima do que as comparações injustas.


Exemplo: “O António tem 3.000 amigos no Facebook, enquanto eu só tenho 300.” ou “A Regina tem uma casa maior e um carro melhor do que o meu.”

Este tipo de comparação cega e unilateral para quem procura apenas as diferenças pela negativa, pode ter um tremendo impacto negativo nos sentimentos sobre si mesmo. Se faz este tipo de comparações, deixe simplesmente de fazer! Eu sei que é difícil, mas você precisa parar de se comparar aos outros. A única pessoa que você deve competir é consigo mesmo. Tal como referi anteriormente, explore-se a si mesmo, compare-se a si mesmo com momentos anteriores. Ou, faça uma avaliação da situação ou do estado em que se encontra no momento e trace objetivos realistas para si mesmo. Depois coloque-se em ação, e passado um ou dois meses compare-se. Utilize um dos passos que abordei anteriormente e atualize e redefina a sua auto imagem. Veja o que mudou, se está de acordo com aquilo que projetou para si? Se sim, ótimo, se não está, analise melhor, estabeleça novos objetivos e avance novamente. Execute este processo as vezes que for necessário até chegar onde deseja.


Dica: Compare-se a si mesmo em diferentes momentos da sua vida. Recolha o feedback construtivo e estabeleça novos objetivos, caminhando em direção a eles.
UMA ESPERANÇA RENOVADA

Para você que sente-se afetado na sua auto estima, mesmo as estratégias mais lógicas e simples podem parecer-lhe descabidas, difíceis de colocar em prática ou até mesmo pensar que fazem sentido, mas que não irá conseguir ser bem sucedido. Pura ilusão. Se está a pensar assim, está a ser “vitima” da sua baixa auto estima, ela tornou-se poderosa, ganhou uma consciência própria e já fala por você. Não permita que isto aconteça, utilize o conhecimento que presentemente tem, e quebre esse ciclo de negatividade.

Melhorar a auto-estima leva tempo, e pode ter que ser por tentativa e erro, e muita paciência da sua parte. Faça um esforço para ser mais justo e mais realista consigo mesmo, no entanto, acredito profundamente que você pode ser agradavelmente surpreendido com os resultados. Claro que tem de usar e colocar a informação em prática.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Como nossa memória funciona

Por Dr. Bernard Croisile.


A maneira como nosso cérebro armazena, mantém e acessa a memória é um processo fascinante. Apenas recentemente é que neurocientistas e pesquisadores acadêmicos começaram a realmente entender como esse processo complicado funciona. As informações que chegam até nós são processadas de três formas primárias:

Memória Sensorial – A memória sensorial é usada para descrever nossa habilidade de reter impressões de informações que chegam através dos nossos cinco sentidos. Uma memória sensorial pode existir para qualquer desses canais sensoriais:
Memória visual | visão
Memória auditiva | audição
Memória tátil | tato
Memória olfativa | olfato
Memória gustativa | paladar

Cada um desses tipos de memória é importante e deficiências em qualquer um deles pode tornar certas tarefas mais difíceis. Por exemplo, deficiências na memória visual podem afetar sua habilidade de ler e escrever. Deficiências na memória auditiva podem afetar sua habilidade de compreender palavras ou lembrar informações que foram apresentadas verbalmente.

Um dos maiores fatores que separa a memória sensorial dos outros tipos de memória é que esse tipo de memória é geralmente armazenado no seu cérebro por menos de dois segundos. Essa breve janela de tempo nos dá tempo suficiente para processar, analisar e interpretar a mensagem que chega. Se julgarmos a informação importante o suficiente, nós a movemos para o próximo tipo de armazenamento.

Memória de Curto Prazo / Memória de Trabalho – Quando a informação é julgada importante, nós a movemos da memória sensorial para nossa memória de curto prazo. Através da memória de curto prazo, a maioria dos seres humanos pode lidar com aproximadamente 7 informações durante uns 30 segundos. Podemos estender esse período “ensaiando” a informação, repetindo os pensamentos em nossa mente, o que ajuda a movê-la para a memória de longo prazo. A maioria das informações é perdida (esquecida) na memória de curto prazo. Os limites da memória de curto prazo tornam impossível para qualquer um lembrar tudo que experimentam. Até pessoas com “memória fotográfica” não conseguem se lembrar de tudo, ao contrário da crença popular.

Memória de Longo Prazo – Se a informação tiver sorte o suficiente de sobreviver os primeiros dois estágios, ela terá a chance de ser processada e encontrar um lugar em sua memória de longo prazo. Uma metáfora comum é que a memória de longo prazo é a biblioteca do cérebro. Como uma biblioteca tradicional, a informação na memória de longo prazo é classificada, arquivada e indexada de diversas formas. Porque somos criaturas espaciais, e na maior parte organizamos nossas vidas baseadas no tempo, nossas memórias de longo prazo são organizadas por data e hora cronologicamente. O sistema de catalogação de longo prazo do nosso cérebro é complexo, mas é composto por três componentes chave:
Memória semântica: A parcela da memória de longo prazo que cuida de formular nossas ideias, significados e conceitos.
Memória processual: A parcela da memória de longo prazo que nos ajuda a lembrar como fazer as coisas.
Memória episódica: A parcela da memória de longo prazo que se refere à nossa habilidade de resgatar experiências pessoais do nosso passado.

Temos que admitir, esse é um resumo muito breve do que compõe nossa memória e de forma alguma é exaustivo. Além disso, existem definições especiais dentro da memória que fogem da esfera dessa progressão de três estágios. Por exemplo, existe um aspecto da memória que descreve o aumento de sensibilidade da nossa mente subconsciente a certa informação quando nós somos expostos a ela diversas vezes ao longo de um período de tempo. Um exemplo do mundo real é nossa habilidade crescente de lembrar melhor o nome de um colega de trabalho depois que você o ouviu pela quinta vez, ao invés de quando ouviu pela primeira vez.

Estudos mostram que nossa memória melhora com a prática e fazer jogos de memória é uma ótima maneira de se conseguir justamente isso, e de se proteger do declínio cognitivo. Experimente e você rapidamente estará na direção de melhorar sua memória.

Cérebro pode 'recrutar' diferentes regiões neurais para aumentar concentração

Diferentes áreas do cérebro podem ser mobilizadas no cumprimento de uma mesma tarefa, como a busca de uma pessoa ou de um objeto, segundo estudo da Universidade da Califórnia


Estudo mostra que áreas cerebrais podem ser "recrutadas" para ajudar a realizar uma tarefa (Kiyoshi Takahase Segundo/Getty Images/iStockphoto)

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, em Berkeley, mostra que quando uma pessoa perde algo, sejam lentes de contato, chaves do carro ou um amigo na multidão, seu cérebro é capaz de “recrutar” diversas regiões neurais, ligadas ou não à visão, para ajudar na busca. O estudo foi publicado online neste domingo, no periódico Nature Neuroscience.


CONHEÇA A PESQUISA


Onde foi divulgada: periódico Nature Neuroscience

Quem fez: Tolga Çukur, Shinji Nishimoto, Alexander G Huth e Jack L Gallant

Instituição: Universidade da Califórnia, em Berkeley, EUA

Resultado: Os pesquisadores mediram a atividade neural em diferentes regiões do cérebro dos participantes e observaram que, quando eles estavam procurando pessoas em um vídeo, uma quantidade maior de áreas do cérebro estava voltada para humanos. Já quando procuravam veículos, mais partes do cérebro estavam ocupadas também com essa função.

“Nossos resultados mostram que o cérebro é muito mais dinâmico do que nós pensávamos, realocando recursos rapidamente de acordo com as necessidades e aumentando a precisão com a qual realizamos tarefas relevantes”, afirma Tolga Çukur, principal autor do estudo.

Isso significa que se uma pessoa está procurando uma criança em uma multidão, partes do seu cérebro que normalmente se dedicavam a reconhecer objetos, ou mesmo áreas relacionadas ao pensamento abstrato, trocam de função para se juntar ao “grupo de busca”. O cérebro se transforma rapidamente em um “buscador de criança” altamente focado, redirecionando recursos normalmente empregados em outras funções mentais.

“Ao planejar um dia de trabalho, por exemplo, a maior parte do cérebro está voltada para o processamento de tarefas e objetivos. Ao procurar um gato, a maior parte do cérebro se torna envolvida no reconhecimento de animais”, diz Çukur.




Pesquisa — No estudo, foram utilizadas imagens de ressonância magnética para observar a atividade cerebral dos participantes. Em um dos testes, os voluntários deveriam apertar um botão quando uma pessoa aparecesse em um vídeo. No segundo, eles deveriam fazer o mesmo ao ver algum veículo.

Os pesquisadores mediram a atividade neural em diferentes regiões do cérebro dos participantes e analisaram como elas reagiam a diferentes categorias de objetos e tipos de ação que apareciam nos vídeos. Eles observaram que, quando os participantes estavam procurando pessoas, uma quantidade maior de áreas do cérebro estava voltada para humanos e, quando procuravam veículos, mais partes do cérebro estavam ocupadas com essa função.

Áreas normalmente envolvidas com o reconhecimento de categorias visuais específicas — como plantas ou prédios, por exemplo — se modificaram e se voltaram para o reconhecimento de pessoas ou veículos durantes os testes. Assim, aumentava-se a área cerebral empenhada na busca. “Essas mudanças ocorrem em diversas regiões do cérebro, não apenas aquelas relacionadas à visão. As maiores mudanças foram observadas no córtex pré-frontal, que normalmente se relaciona ao pensamento abstrato, planejamento em longo prazo e outras tarefas mentais complexas”, afirma Çukur.

A descoberta ajuda a explicar porque as pessoas sentem dificuldade em se concentrar em mais de uma tarefa ao mesmo tempo, além de contribuir para os conhecimentos de comportamento neuronal e déficits de atenção.

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/areas-cerebrais-mudam-de-funcao-para-se-concentrar-na-realizacao-de-uma-tarefa

quinta-feira, 25 de abril de 2013

9 Técnicas para construir confiança para te ajudar a ser um ás

Ter um alto nível de confiança pode fazer maravilhas em cada aspecto de sua vida desde sua aparência física a seus padrões de sono. Está provado que pessoas com muita confiança são mais bem sucedidas, saudáveis e aproveitam uma vida mais completa.

Abaixo estão nossas nove técnicas que te ajudarão em qualquer área da vida.

1) Parar de se comparar com os outros

Uma das mais efetivas técnicas para construção autoconfiança que imediatamente aumenta sua confiança é parar de se comparar com os outros. Isso é problema e na verdade, você vê apenas uma pequena fatia de como aquela pessoa realmente é. Todo mundo pensa, sente, aprende e enxerga as cosias de formas diferentes. Você é a única pessoa neste planeta com sua habilidade, isso pode não ser um tipo de poder super-humano, mas as possibilidades em você e na forma como você faz as coisas serão infinitas e diferentes de todas as outras pessoas, nem duas digitais são iguais. Lembre-se disso!

Quando você se compara com outras pessoas você tende a se comparar com a pessoa que você acredita ser o melhor naquilo na vida. Essa definitivamente não é uma boa maneira de se avaliar. Ao invés disso, se preocupe com quem você precisa ser para ser alguém de quem goste. Você se surpreenderá como as pessoas que gostam de si mesmas são mais felizes do que aquelas não gostam.

2) Sempre faça contato visual

Muitas pessoas tem medo incrível de como as outras pessoas irão julga-las em uma multidão de diferentes situações. Ao fazer contato visual você diz a si mesmo que você tem valor, não tem medo e é confiante. Ao mesmo tempo você envia a mesma mensagem para a outra pessoa com quem está conversando.

Um pequeno truque que descobri é olhar entre as sobrancelhas da outra pessoa, isso é menos intimidador para você já que você não está olhando diretamente para os olhos da outra pessoa, mas de onde elas estão parece que você na verdade está. Apenas garanta que você não está encarando muito nem está tão perto da outra pessoa, isso pode intimidar a outra pessoa com quem está conversando e isso acaba com o propósito de diminuir o espaço para julgamento.

Num primeiro momento muitas pessoas precisam se forçar a fazer contato visual por algum tempo antes que isso vire um hábito. Entretanto, uma vez que você conseguir criar o hábito de fazer um bom contato visual você naturalmente se sentirá mais confiante em todas as situações e cenários.

3) Faça exercícios e se alimente de forma saudável

Aparência é a causa número um para baixa autoestima ao redor do mundo. Melhorar sua aparência física pode fazer maravilhas por sua confiança. Se exercitar geralmente é a melhor forma de fazer você se sentir melhor e parecer melhor.

Exercícios de qualquer tipo irão liberar endorfinas que são químicas liberadas pelo cérebro durante o exercício que aumentam o bom humor e mandam um sentimento de prazer através de seu corpo. Exercitar-se regularmente irá melhorar a aparência física de qualquer um e, consequentemente, sua autoconfiança. Você se sente bem, você sorri mais. Você sorri mais você sente mais confiança, existe um padrão aqui, não é?

A saber, que 70% das perdas de peso começam com você fazendo dieta, então encontre uma dieta que funcione para você e implemente uma rotina de exercícios que você esteja feliz com a mesma. Apenas garanta que seja uma rotina que você goste, de outra forma seu regime físico será pouco vivido e você perto de nenhuma melhora.

4) Vista-se bem

Alguma vez você já ouviu a frase “quando você parece bem, você se sente bem”? Existe muita verdade neste velho ditado. Quando você se veste de forma elegante isso tem um efeito psicológico positivo resultando em melhores interações com as outras pessoas. Você também sentirá mudanças na forma como você cuida de si mesmo, que aumenta seu nível de conforto em cada situação do dia.

Vestir-se elegantemente é uma forma fácil e imediata de aumentar sua confiança. Isso foi estudado e provado ser muito efetivo em imediatamente aumentar os níveis de confiança.

5) Elogie outras pessoas com frequência

Entre no modelo mental de pensar positivamente. Isso te permitirá que você veja o que há de bom nas pessoas e elogiá-las em seus pontos fortes. Então como isso irá ajudar a turbinar sua autoestima? Bem, quando você elogia uma pessoa você tem dez vezes mais chances de receber um elogio sincero em troca. Isso irá reforçar seus pontos fortes e empurrar suas características positivas à frente de sua autoestima. Vá com calma com elogios, você não quer se tornar uma tiete.

6) Ajude os menos afortunados

Por mais que isso pareça contra produtivo para sua felicidade, ajudar os menos afortunados é um dos mais poderosos sentimentos no mundo. Aqueles que fazem trabalhos comunitários geralmente tem autoestima incrivelmente elevada, autoconfiança e uma boa perspectiva da vida.

O poderoso sentimento de ajudar os outros constrói autoconfiança em você e te ajuda a perceber que você é capaz de causar impacto neste mundo.

Tonny Robbins disse isso da melhor forma: “O segredo de viver está em dar”.

7) Encare seus medos e não tenha medo das falhas

Está é uma forte razão para o baixo nível de confiança em milhões de pessoas. Nossos sentimentos têm um controle incrível sobre nós e afetam a forma como pensamos sobre nós mesmos. Quando sentimos medo de alguma coisa nos sentimos fracos que é o mesmo de não nos sentirmos confiantes. Em razão de superar isso você deve encarar seus medos durante a vida. Não evite as coisas pelas quais você tem incrível medo. A melhor forma de fazer isso é encarar seus medos e começar a compreender o que você teme ao invés de fugir dele.

Aprenda a jamais ter medo das falhas. Todo mundo falha inúmeras vezes durante a vida. Algumas falhas não irão definir sua vida. A forma como você responde a essas falhas é o que irá te definir.

8) Carregue a confiança com você

Carregue ela com você, só não precisa ser sobre seus ombros. Agora o que pretendo com isso é que você deve parecer estar tentando ser confiante e se estressando com o que deparar.

Existem inúmeras formas de como você pode exalar confiança fisicamente e aqui vai um punhado que precisamos compartilhar com vocês:

- Fale claramente e com um volume razoável;

- Tenha consciência de sua postura;

- Não cruze seus braços já que isso demonstra insegurança;

- Use suas mãos para explicar as coisas, isso ajuda a desenhar uma imagem vívida de suas explicações para seu público.

9) Finja ser, até que você seja

Todos nós já ouvimos esta frase antes, mas ela é muito aplicável quando se trata de autoconfiança.

Se você se encontrar em uma situação vulnerável e não muito confiante, este é o momento para ligar seu modelo mental de “finja ser, até que você seja”. Use as características de pessoas confiantes e aplique as mesmas em sua situação imediata. Procure por um modelo completo no momento, alguém que você perceba como uma pessoa confiante e carismática, seja ela um personagem, uma estrala do cinema ou alguém que te fez sentir confortável antes.

Esses se tornarão hábitos com seu próprio tempo interior e definitivamente irão valer a pena.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Entenda a importância do tempo “ocioso” para o seu cérebro

por Ana Carolina Prado 3 de julho de 2012


Você, caro leitor, tem problemas para se concentrar e sente que é cada vez mais difícil dar conta de todas as tarefas do dia a dia? Experimente cultivar um novo hábito: o de deixar o smartphone de lado, desligar a TV e o computador e deixar seu cérebro descansar e ter devaneios (ou sonhar acordado) à vontade.

A pesquisadora e professora de educação, psicologia e neurociência na Universidade do Sul da Califórnia, Mary Helen Immordino-Yang, escreveu um artigo com outros colegas que trazia um levantamento da literatura científica existente da neurociência e da ciência psicológica explorando o que significa quando o nosso cérebro está ‘em repouso’.


O trabalho foi publicado na edição de julho do periódico “Perspectives on Psychological Science” e aponta que, quando estamos descansando e focados em nosso mundo interior, nosso cérebro entra no chamado “modo padrão” ou “default”. A atividade desse modo default está ligada aos componentes do nosso funcionamento socioemocional, comoautoconhecimento, julgamentos morais, desenvolvimento do raciocínio e construção de sentido do mundo que nos rodeia. Falando nisso, outra pesquisa recente, feita na Universidade da Califórnia em Santa Barbara, concluiu que ter devaneios realmente melhora a produtividade e ajuda na resolução de problemas.

Immordino-Yang e seus colegas expressaram preocupação com o fato de que os ambientes urbanos e virtuais (redes sociais cabem muito bem aí) têm exigido demais de nossa atenção. Para eles, isso talvez esteja minando oportunidades de reflexão e pode ter efeitos negativos sobre o nosso desenvolvimento psicológico.

A importância do tempo “ocioso” para o aprendizado e memória

Para Immordino-Yang, a reflexão e o silêncio podem ser muito importantes também para oaprendizado e memória. “O foco para dentro afeta a maneira como construímos memórias e sentidos e o modo como transferimos o que aprendemos para novos contextos”, explica. Ela defende que as escolas incentivem o aluno a se voltar para si mesmo, o que pode ajudar na consolidação do aprendizado em longo prazo. “O equilíbrio é necessário entre a atenção exterior e interior, já que o tempo gasto com a mente vagando, refletindo e imaginando também pode melhorar a qualidade da atenção externa que as crianças podem sustentar”, completa.

Segundo os autores, talvez a conclusão mais importante a ser extraída de pesquisas sobre o cérebro em repouso é o fato de que isso não significa uma ociosidade negativa – pelo contrário, é fundamental para aprendermos com as experiências. Estudos já indicaram que, quando as crianças têm tempo e habilidades necessários para a reflexão, muitas vezes se tornam mais motivadas, menos ansiosas, têm melhor desempenho em testes e passam a planejar o futuro de forma mais eficaz.




terça-feira, 23 de abril de 2013

As 4 atitudes básicas para se tornar mais produtivo


As 4 atitudes básicas para se tornar mais produtivo
Veja a lista das quatro atitudes:
1)     Retire tudo o que puder de sua cabeça – essa é a dica mais preciosa para ser produtivo. Você precisa tirar tudo aquilo que precisa fazer de sua cabeça e anotar em algum lugar. Ao manter sua lista de afazeres em sua cabeça, você corre o risco quase certo de ser trapaceado por ela. Por mais que você insista que tenham boa memória ou que pode fazer muitas coisas ao mesmo tempo, nosso cérebro só consegue pensar em um assunto por vez. Ele pode até processar pedaços de vários assuntos seguidamente, porém processa somente uma informação por vez. Quando você remove o que precisa fazer de sua cabeça, você não só a libera para fazer o que sabe fazer de melhor, como também cria o hábito de armazenar o que você precisa fazer em um lugar. Isso trará mais tranquilidade para seu dia-a-dia;
2)     Tenha uma lista das coisas que delegou – sabe aquele e-mail para outro setor pedindo uma informação que você precisa para concluir o trabalho? Onde você anota que precisa voltar no assunto? Toda vez que pedimos algo para alguém, essa ação é importante para nós. Então, temos que ser responsáveis pelo retorno da mesma para nós. Toda vez que mandamos um e-mail para alguém pedindo algo e não marcamos que precisamos voltar no assunto, seremos tão culpados quanto a outra pessoa se a tarefa não for feita dentro do prazo estipulado. Assim, tenha sempre anotado o que pediu, para quem e qual o prazo para retorno;
3)     Tenha uma lista das coisas que precisa fazer hoje – todo mundo precisa entregar alguma coisa hoje. O que precisa ser entregue deve estar na sua lista de hoje. Sem isso, você não saberá o que é mais importante e, tudo o que parecer na sua frente servirá como distração para que você não faça aquilo que deveria estar fazendo. Sem a lista do que precisa ser feito hoje, é bem capaz que você fique respondendo aos e-mails de forma imediata, navegando pelo facebook e depois reclamando que precisa ficar até tarde pois não conseguiu fazer aquilo que deveria ter feito. Essa lista serve para te dar o norte. Ela literalmente será seu guarda-costas da produtividade;
4)     Tenha uma lista das coisas que precisa fazer nos próximos dias – a lista das coisas que você deve entregar nos próximos dias serve para você saber o que vem pela frente. Quando alguém marcar aquela reunião de 2 horas sem qualquer tipo de foco, você poderá verificar sua lista de tarefas daquele dia e decidir se tem tempo para a reunião ou não. Geralmente as pessoas consultam apenas seu calendário e esquecem completamente de que além das reuniões, elas precisam entregar seus trabalhos e projetos. É justamente aí que as coisas saem do trilho. Por falta de saber o que tem para entregar nos próximos dias, qualquer coisa nova toma a prioridade e assuntos importantes são deixados de lado.
Essas foram minhas dicas para o alto escalão de uma grande empresa.
Se elas servem para pessoas que não tem muito tempo para investir em rotinas de produtividade, tenha certeza de que servirão para todos os demais escalões de uma empresa. Afinal, em teoria, quanto mais baixo na escala organizacional, mais tempo útil se tem.
O que você talvez não tenha percebido, se você se tornar mais produtivo que seu chefe, você fará tudo aquilo que ele precisa e ainda terá tempo para fazer as coisas que quer fazer pois estará sempre com seu trabalho em dia.
Quadro atitudes simples, porém muito poderosas.
Comece hoje. Comece agora.
Seja mais produtivo e seja mais feliz.

sábado, 20 de abril de 2013

Como criar um Mapa Mental para produtividade máxima



Se você nunca usou mapas mentais antes, você estará fazendo mapas rapidamente. E se você é familiar à técnica, talvez você encontre uma nova ideia ou compartilhe uma sua conosco.
Vamos fazer mapas!

Como fazer seu Mapa Mental

Como mencionei no artigo anterior, você pode fazer seu mapa mental em um papel ou com um aplicativo. Eu prefiro fazer mapas mentais em um computador porque isso traz muito mais flexibilidade para a edição.
Vamos nos jogar e fazer nosso primeiro mapa.
Aqui estão os passos básicos…
1) Comece com um tópico ou ideia central – a maioria dos mapas mentais é baseada ao redor de um único tópico ou ideia central. Talvez você esteja fazendo uma lista de um projeto, tentando ver as opções para uma decisão, ou planejando uma viagem. Qualquer que seja seu tópico, coloque-o no centro e os subtópicos irão ramificar a partir deste;
2) Adicione um ou dois subtópicos – comece seu mapa adicionando uma ramificação ou duas. Adicione um subtópico e até mesmo mais um nível de tópicos depois deste, se for apropriado. Subtópicos podem ser perguntas, listas, qualquer coisa. Logo, seu suco de criatividade irá jorrar e ideias irão se desenvolver de uma para outra;
3) Deixe suas ideias fluírem – quando eu faço mapas mentais, eu permito que as ideias fluam tão rápido quanto eu possa documenta-las. Tire os pensamentos de sua cabeça. Não se censure e adicione até as mais bobas ideias em seu mapa. Quando você editar o mapa você poderá organizar as ideias;
4) Mova as coisas ao redor – uma das funcionalidades poderosas dos aplicativos de mapas mentais é a simplicidade de arrastar tópicos de um ramo para outro. Conforme as ideias forem fluindo rapidamente você descobrirá que alguns subtópicos são relacionados ou que podem ser combinados. Mova os tópicos para conectar ideias similares ou agrupadas. Você se surpreenderá com quão facilmente você agrupará rapidamente ideias discrepantes em um mapa organizado;
5) Apare a árvore – eu faço meus mapas mentais rapidamente até que eu o tenha concluído. Então e somente então eu irei ajustá-lo e torna-lo elegante. Eu geralmente faço isso  somente se irei apresenta-lo ou publica-lo. Eles são seus mapas… Você pode decidir quão elegante ou colorido eles serão.

Seu Mapa – Sua Imaginação

Mapa mental é uma técnica rápida e poderosa para organizar seus pensamentos.
Quer você esteja planejando uma viagem, listando tarefas, ou gerenciando um projeto importante, mapas mentais podem te ajudar a manter as coisas no caminho correto.
Algumas pessoas podem tentar te dizer as “regras” para fazer mapas mentais.
Não as escute.
É o seu mapa. Sua imaginação é o limite.
Seja criativo e faça seu próprio mapa mental hoje.

terça-feira, 16 de abril de 2013

7 coisas que você deve fazer para ser mais produtivo


15/04/2013
produtividade é uma habilidade muito importante para a sua carreira. Ela deve ser desenvolvida com muito foco e determinação. Porém, ela também pode ser impulsionada por acontecimentos não convencionais da sua rotina. A ideia é quebrar o seu estado de monotonia e colocar o seu cérebro em ação. Se você deseja aumentar a sua produtividade, confira a seguir algumas dicas não convencionais que podem ajudá-lo:

1. Sorria para estranhos

A ideia é fugir do seu ambiente estressante de trabalho para fazer uma caminhada de 20 minutos. Durante o percurso sorria para as pessoas que cruzarem o seu caminho. Isso é bom porque você vai relaxar a sua mente, se divertir com o exercício e terá mais produtividade quando voltar ao trabalho.

2. Dance

Sim, a dança é uma ótima técnica para desestressar. Você não precisa fazer isso durante o trabalho, esse exercício também pode ser realizado em casa. Coloque uma música legal e dance durante uns 5 minutos. Isso vai ajudar a relaxar o seu corpo e, principalmente o seu cérebro.

3. Veja vídeos no YouTube

Encontre um vídeo engraçado no YouTube e faça uma pausa para alegria. Vídeos engraçados ou de gatos bonitos ajudam e muito na sua produtividade. De acordo com a pesquisa realizada na Universidade de Hiroshima, no Japão, essa atividade melhora a performance dos profissionais, uma vez que demonstra maior foco nas tarefas do trabalho.

4. Fale sozinho

Isso parece loucura, mas conversar com você mesmo aumenta a sua positividade e desenvolve a sua confiança. E isso é ótimo para qualquer profissional que deseja ser produtivo.

5. Cante músicas que você gosta

Cantar músicas do seu gosto musical é uma ótima terapia de relaxamento. Quando a sua mente está tranquila, você sente mais facilidade em se concentrar em suas tarefas.

6. Faça exercícios físicos

De acordo com pesquisa realizada pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, os exercícios físicos têm efeitos positivos no cérebro, aumentando a flexibilidade cognitiva e o número de células.

7. Ligue para um amigo

Para focar em suas tarefas diárias, você precisa estar relaxado. Para isso, nada melhor que conversar com um amigo querido antes de começar a trabalhar.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

E agora?

Escrever com caneta preta ou azul? Ir de calça ou bermuda? Casar com a namorada de anos ou largar tudo para procurar a verdadeira paixão? Você provavelmente já reparou que passamos boa parte da vida tomando decisões, das mais banais às mais complexas. O que nos diferencia dos outros mamíferos é nosso cérebro com um córtex frontal altamente desenvolvido, área responsável por inteligência, moral e capacidade de analisar e comparar fatos antes de uma decisão. Nosso poder de racionalizar e usar a lógica para fazer boas escolhas é motivo de exaltação e estudo há séculos - dos filósofos gregos aos neurocientistas, passando pela inteligência artificial, que tenta reproduzir essa capacidade racional em máquinas. Por que diabos, então, basta você se ver diante de um dilema mais profundo para alguém vir recomendar que você siga o seu coração? 

Se quiser responder com propriedade, você pode explicar que a ciência já comprovou que a tomada de decisão não é uma dicotomia e que não dá para optar entre usar apenas a razão ou seguir seu coração. Diversas pesquisas já mostraram que cada decisão depende de um bem-bolado entre a experiência pessoal, o instinto e a razão - em combinações e intensidades desencadeadas por uma série de fatores. Ou seja, mesmo na cabeça da mais passional das pessoas ou do mais cartesiano dos sujeitos, o processo de decisão não ocorre de forma isolada. 

O que acabou com a antiga divisão radical entre razão e emoção foi uma parte do cérebro descoberta na década de 1980 pelo neurocientista António Damásio, autor do livro O Erro de Descartes: o córtex orbito-frontal. Localizado atrás dos olhos, ele faz a comunicação entre o cérebro primitivo (inconsciente) e o córtex pré-frontal (consciente). Ou seja, mesmo que você se considere tão objetivo quanto um personagem da série The Big Bang Theory, seus sentimentos sempre entram em campo para dar uma força. Sem esse equilíbrio, você passaria a tarde no restaurante por quilo sem saber se deveria colocar no prato arroz integral ou branco, frango ou carne. Pior: sem essa conexão com o lado sentimental, você nem sofreria com o impasse. 

"A expansão do córtex frontal durante a evolução humana não nos tornou criaturas puramente racionais. Uma parte significativa dessa área do cérebro está envolvida com a emoção", diz o jornalista especialista no tema, Jonah Lehrer, que escreveu O Momento Decisivo. Hoje se sabe que, quando temos que tomar uma decisão pá-pum, o que mais pesa é a experiência. Tudo o que vivemos fica registrado e catalogado em uma área do cérebro chamada centro de recompensas: se no passado você tomou uma decisão acertada, quando estiver diante de uma situação semelhante, seu cérebro vai conspirar para que você escolha o caminho de repetir o sucesso. Isso aconteceria graças à liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao bem-estar, que avisa às demais partes do cérebro como agir. É graças a ela que um jogador sabe, sem fazer conta, qual é o melhor jeito de chutar no gol - claro que existem outras variáveis em jogo, mas o seu inconsciente terá feito a parte dele para influenciar o placar. 

Quando a decisão tem a ver com a sobrevivência da espécie, quem manda mais é o instinto. Leia-se: impulsos enviados pela amídala e pela ínsula anterior (relacionada à repulsa e à raiva) e processados pelo córtex pré-frontal.Eles fazem você agir para salvar alguém de um atropelamento ou levantar a mão quando encosta numa chapa quente. Já a razão seria protagonista quando se avaliam dilemas com visão de longo prazo, do tipo casar ou comprar uma bicicleta: aí tendemos a desligar o piloto automático e caprichar na comparação de prós e contras. 

É claro que nosso cérebro nos prega peças. No seu mais novo livro, Thinking, Fast and Slow, o psicólogo ganhador do Prêmio Nobel de Ciências Econômicas de 2002, Daniel Kahneman, mostra como vários equívocos acontecem ao nos deixarmos levar pela confiança e pelos preconceitos - ou seja, quando damos crédito demais ao tal feeling a ponto de ignorar a lógica. Em um de seus estudos mais famosos, Kahneman apresentava aos voluntários uma personagem fictícia, a estudante Linda: solteira, franca, brilhante, preocupada com justiça social e discriminação. Ao ouvir a descrição, os participantes tinham que dizer se ela era "caixa de banco" ou "caixa de banco e ativa no movimento feminista". Ele realizou esse estudo por décadas, com diferentes grupos, e constatou que a maioria escolhia a segunda alternativa, sem perceber que a primeira já seria uma resposta correta - e mais segura. Até mesmo alunos da Escola de Negócios de Stanford, com formação em probabilidade, ignoraram seus conhecimentos de que adicionar um detalhe só diminuiria a chance de acerto nesse caso: 85% apostaram no engajamento de Linda.

Pense duas vezes antes de escolher 

Embora a tendência seja tomar decisões fáceis por impulso, estudiosos como Lehrer defendem que há escolhas cotidianas que podem se beneficiar de uma deliberação mais consciente. Em uma experiência, cientistas da Universidade de Amsterdã mostraram a pessoas que queriam comprar carros avaliações de 4 veículos, cada uma com 16 informações organizadas em 4 categorias (parte mecânica, estado de conservação etc.). Um dos carros tinha mais características positivas e, por isso, era a melhor opção de compra. Parte dos potenciais compradores teve um tempo para se dedicar a pensar sobre sua escolha depois de ler as descrições. No outro grupo, foram estimulados a se divertir com jogos de palavras cruzadas depois de ler as avaliações - até que os pesquisadores interromperam a brincadeira e os fizeram escolher o carro na lata. Triunfou a razão: perto de 60% dos participantes do primeiro grupo escolheram o melhor carro. No grupo da decisão-relâmpago, 40%. 

Já quando uma questão tem muitas variáveis complexas, pouco sistematizadas, viu-se que não adiantava quebrar a cabeça. Quando os carros foram avaliados em 20 categorias com 48 informações diferentes sobre cada um, a coisa mudou de figura: menos de 25% dos participantes que agiram conscientemente fizeram a escolha certa. O grupo que decidiu na lata obteve 60% de sucesso. Para os pesquisadores do time Ap Dijksterhuis, a lição para situações complexas assim é: "Use a mente consciente para obter toda a informação que precisa para decidir. Mas não tente analisar essa informação com a mente consciente". Em miúdos: depois de fazer a apuração cuidadosa de dados, vá se distrair e deixe seu inconsciente trabalhar. 

O estudo holandês foi bastante questionado, mas outro experimento de 2011 divulgado na Emotion, publicação da Associação Americana de Psicologia, aponta para a mesma direção. Pesquisadores da Universidade de Cornell, no Reino Unido, refizeram o teste dos carros, mas dividindo os voluntários em dois grupos - um do sentimento e outro do detalhe. O primeiro pensava em como as características dos carros mexiam com seus sentimentos (bancos de couro fazem você se achar mais poderoso?) e o segundo tinha que se lembrar das características objetivas de cada veículo. O resultado dos holandeses se repetiu: quando a decisão era simples (16 informações diferentes sobre cada carro), as pessoas focadas nos detalhes se saíram 20% melhor do que as focadas nos sentimentos. Já quando foram postas em jogo as descrições com mais informação, 70% dos focados no sentimento escolheram o melhor carro. Estratégias afetivas parecem, sim, ajudar nas decisões complexas. Mas isso não significa que você não precisa raciocinar junto, ou que conseguirá evitar a lógica.

Não se contente com pouco 

O instinto é necessário quando estamos em uma situação de emergência e precisamos garantir a integridade do nosso corpo. Porém, esses atalhos cerebrais que nos fazem agir por impulso são passíveis de equívocos e não servem para decisões de longo prazo. Uma experiência feita na Escola de Administração e Economia da Universidade de Maastricht mostrou que, quando o assunto é dinheiro, é melhor pensar um pouquinho mais. No teste, dois voluntários eram chamados de jogador A e jogador B. O jogador A recebia US$ 10 e podia oferecer uma parcela dessa grana ao jogador B - 1, US$ 2, 5, por exemplo. As regras estavam claras para ambos: se o jogador B aceitasse, os jogadores A e B levariam a grana que estivesse na mão de um ou outro; se rejeitasse, os dois ficariam com zero. Das 168 pessoas envolvidas no experimento, quase todas que decidiram sem tempo para pensar rejeitaram a oferta quando ela era de apenas US$ 1 - mesmo que, veja bem, ganhar US$ 1 seja melhor que nada. Quando tinham que responder a um questionário qualquer antes de dar a resposta sobre a oferta do jogador A, mais de 75% dos participantes aceitaram o mesmo US$ 1. Analisando conclusões de outros estudos de imagens do fluxo sanguíneo no cérebro quando recebemos uma proposta que não parece vantajosa, os pesquisadores associaram os resultados da pesquisa a uma ativação imediata da ínsula anterior. Dar um tempo antes de responder faz com que outras partes do cérebro entrem em ação e a lógica dê o recado: antes um pássaro na mão do que dois voando.

Você faz tempestade e copo d'água? 

Um experimento de pesquisadores da Universidade da Flórida e da Universidade da Pensilvânia tentou entender por que perdemos tanto tempo, por exemplo, decidindo entre a marca A e a marca B de pasta de dente no supermercado - especialmente quando as gôndolas não estão lá muito organizadas. Eles dividiram voluntários em dois grupos: o primeiro recebeu uma lista com opções de voo escritas em um papel com letras miúdas, e o segundo, as mesmas opções em letras grandes e bastante visíveis. Não havia vantagem considerável entre os voos. Os do primeiro grupo, claro, levaram mais tempo para indicar que voo escolheriam, mas não só porque sua lista era mais difícil de ler. Aparentemente, esse esforço extra fez o cérebro cometer um equívoco e entender que essa era uma decisão do tipo importante. Por isso, a turma das letras miúdas deliberou por um tempo maior e de forma mais complexa sobre o assunto do que o grupo que recebeu o papel mais legível.

Para saber mais 
O Momento Decisivo. Jonah Lehrer, Best Business, 2010.

Frases de destaque:
. Diversas pesquisas já mostraram que cada decisão depende de um bem-bolado entre a experiência pessoal, o instinto e a razão - em combinações e intensidades desencadeadas por uma série de fatores. 

. Para os pesquisadores do time Ap Dijksterhuis, a lição para situações complexas assim é: "Use a mente consciente para obter toda a informação que precisa para decidir. Mas não tente analisar essa informação com a mente consciente". Em miúdos: depois de fazer a apuração cuidadosa de dados, vá se distrair e deixe seu inconsciente trabalhar.


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Matadores do sucesso

Quem não está acompanhando a polêmica da declaração da cantora Joelma da banda Calypso sobre os homossexuais? 
"Após declarações polêmicas envolvendo a cantora Joelma, vocalista da banda Calypso, o filme que contaria a trajetória do grupo musical acaba de ser cancelado. As informações são do jornal Extra. 
Divulgação

De acordo com a coluna Retratos da Vida, os produtores encontraram dificuldades em levar a história para as telonas. Depois das declarações de Joelma sobre os homossexuais, ninguém mais estaria interessado em investir no longa. (Com informações do Jornal Extra)." <http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-1--12-20130403>
Nossa vida em sociedade demanda alguns comportamentos cautelosos, principalmente quando a desmedida postura possa acarretar repercussões negativas ao campo profissional. Eis portanto uma lista que elenca os chamados "matadores do sucesso", que são aqueles comportamentos que te detonam na vida profissional. Confira o artigo:
Eles trabalham 24 horas por dia, sete dias por semana e acompanham você desde o instante em que você acorda até a hora em que vai dormir. Estão à espera de um deslize para entrar em ação. E quando entram em ação, as consequências são catastróficas para sua carreira.
  • Matador mentira. Scott Thompson é o exemplo do sujeito que chegou ao topo da carreira ao conquistar o posto de CEO do Yahoo em janeiro do ano passado. Mas ele mentiu e sua permanência na empresa ficou insustentável. Em maio, ele foi demitido. Motivo: colocou em seu currículo uma formação em ciências da computação que nunca fez.
  • Matador falta de educação. Em janeiro de 2004, o comandante Dale Hersh da American Airlines foi preso por desacato à autoridade logo após desembarcar no aeroporto internacional de Guarulhos. Motivo: quis fazer uma gracinha com o policial federal ao mostrar o dedo médio ao ser fotografado para o controle de entrada no País.
  • Matador vício. A famosa modelo britânica Kate Moss teve a má sorte de ser fotografada consumindo cocaína num estúdio de gravação de Londres, em 2005. Após a publicação das fotos no jornal Daily Mirror, ela teve rescindido seu contrato de 4milhões de euros com a marca de moda sueca H&M. Na sequência, a chiquérrima Chanel também cancelou seu contrato com a modelo.
  • Matador preconceito. O sonho da jovem saltadora grega Paraskevi Papachristou, de 23 anos, de participar da Olimpíada de Londres do ano passado foi por água abaixo por conta de um infeliz comentário de cunho racista em seu twitter. O chefe da delegação grega, Isidoros Kouvelos, disse que ela não poderia mais estar na equipe, por ter violado os valores olímpicos.
  • Matador sinceridade. O então ministro da Defesa do governo Dilma Rousseff, Nelson Jobim, disse numa entrevista que tinha votado em José Serra na eleição para presidenteem2010, justamente o adversário de Dilma na época. Somado a outros comentários por demais sinceros, Jobim viu-se que “obrigado” a entregar sua carta de demissão em 4 de agosto de 2011.
  • Matador traição. O francês Dominique Strauss-Khan não pensou duas vezes e manteve uma relação sexual com a camareira do hotel em que estava hospedado, em Nova York, em maio de 2011. Poucos dias após, Dominique foi preso por acusação de abuso sexual e tentativa de estupro. Logo em seguida, renunciou à presidência do FMI e sua possível candidatura à presidência da França foi descartada. Mesmo tendo sido posteriormente inocentado das acusações, o futuro político de Strauss acabou.
  • Matador ganância. Nick Leeson deixou-se embriagar pelo excesso de poder e de autoconfiança e arriscou alto demais no mercado de derivativos. Infelizmente, sua aposta não deu certo e o prejuízo causado foi tão grande – 600 milhões de libras – que levou o famoso e tradicional Barings Bank ao fechamento, em 1995. Leeson saiu de seu apartamento de luxo para cumprir uma pena de seis anos em uma cela de prisão.
  • Matador imprudência. O capitão Francesco Schettino, 52 anos, comandante do navio de cruzeiro Costa Concordia, quis fazer uma homenagem a um colega aposentado que mora na pequena ilha de Giglio, na costa da Itália, na noite de 13 de janeiro do ano passado. Mas sua intenção se mostrou imprudente, pois, ao conduzir o imenso navio próximo demais da costa, a embarcação se chocou com uma grande pedra submersa. O navio começou a fazer água e o capitão Schettino não teve alternativa a não ser a de iniciar o procedimento de evacuação de todos os passageiros e tripulantes. Infelizmente, 32 passageiros não conseguiram abandonar o navio e morreram. Schettino cumpre prisão domiciliar e aguarda o final do julgamento.
O sucesso tem seu lado perverso, ao minar a prudência e a humildade. Um velho ditado chinês lembra que a arrogância precede a queda. Se você analisar os exemplos verá que este ingrediente está quase sempre presente, seja pelo excesso de autoconfiança, seja pela falta de humildade.
Para encerrar, deixamos o alerta para você, que já está no topo de sua carreira, a trilhar apenas o caminho da ética e da retidão, pois os matadores do sucesso profissional estão à espreita…